5 March 2021
Apanha de folhas de chá no Japão. EVERETT KENNEDY BROWN/LUSA

Japão quer cooperar com Moçambique

Maputo, 13 jan (Lusa) – O Governo do Japão manifestou hoje o interesse do seu país em cooperar no desenvolvimento de infraestruturas em Moçambique, evocando a experiência do país neste domínio como uma mais-valia para o parceiro africano.

A vontade do Japão em colaborar com Moçambique no setor de infraestruturas foi manifestada pelo vice-ministro da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo do Japão, Takatoshi Nishiwakiki, falando num seminário sobre oportunidades de negócios no setor de infraestruturas em Moçambique.

“Hoje, muitas companhias que lideram o setor de infraestruturas no Japão estão aqui connosco e têm o desejo de partilhar com Moçambique as melhores práticas no desenvolvimento desta área”, afirmou Takatoshi, referindo-se a uma missão de 25 empresários nipónicos que visita Moçambique desde terça-feira.

As empresas japonesas, assinalou o governante, podem partilhar com as congéneres moçambicanas a alta tecnologia que aplicam nas infraestruturas, assegurando a Moçambique obras de elevada qualidade.

Por seu turno, a vice-ministra das Obras Públicas e Habitação de Moçambique, Manuela Rebelo, afirmou que o país está aberto ao investimento japonês no setor de infraestruturas, apontando as vias de acesso, educação e saúde, como áreas com potencial de cooperação.

“Ainda há muito por fazer para que os nossos países possam obter ganhos significativos como resultado das relações de cooperação bilateral e esperamos que nos próximos tempos possamos, em conjunto, identificar os principais constrangimentos e encontrar as melhores vias para fortificar e melhorar as nossas relações económicas bilaterais”, frisou Rebelo.

O Japão tem-se posicionado nos últimos anos como um importante parceiro de cooperação de Moçambique e está a financiar a modernização do Porto de Nacala, província moçambicana de Nampula, norte do país, e vai disponibilizar para o efeito mais de 200 milhões de euros para a segunda fase da empreitada, depois de ter desembolsado mais de 50 milhões de euros na primeira.

PMA // VM – Lusa/Fim

 

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