26 February 2021
O Instituto Português do Oriente (IPOR) lançou hoje a Árvore de Recursos de Língua Portuguesa (ARELP). Trata-se de uma ferramenta 'online' de apoio ao ensino e à aprendizagem da língua.

IPOR lança ferramenta ‘online” de apoio ao ensino

O Instituto Português do Oriente (IPOR) lançou hoje uma ferramenta ‘online’ de apoio ao ensino e à aprendizagem da língua.

Dirigida a formadores e aprendentes, a Árvore de Recursos de Língua Portuguesa (ARELP), desenvolvida ao longo de um ano, agrupa ‘online’ um total de 556 recursos, divididos por 12 categorias.

O lançamento da plataforma, disponível no seu portal na Internet, assinala o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura, que se celebra hoje.

O novo instrumento “permite aos docentes encontrar compilados num só local os principais documentos de referência para o ensino de Português Língua Estrangeira em vigor, materiais didáticos desenhados para uso em contexto letivo (Sala de Aula), bem como a ligação para ferramentas digitais que lhes permitirão criar materiais didáticos próprios, mais atrativos e adequados para os seus alunos”, refere uma nota do IPOR enviada à agência Lusa.

Já aos que estão a aprender a língua são fornecidas ligações para alguns dos principais recursos de referência disponíveis na rede (Referência), meios de comunicação social em língua portuguesa (Comunicação Social), formas lúdicas de aprendizagem da língua (Sala de Aula, Jogos), bem como ligações para conteúdos de natureza cultural em língua portuguesa (Cinema, Música ou Exposições) e comunidades em linha facilitadoras de aprendizagem não formais (Rede).

A ARELP reserva ainda espaço para quem se dedica à investigação, facultando ligações para artigos científicos e teses de mestrado e doutoramento versando aspetos relacionados com o ensino/aprendizagem da língua portuguesa.

Apesar de, na seleção dos recursos, ter privilegiado o contexto do ensino do português na China e em Macau, o IPOR realça que a base está “concebida para servir de referência aos seus destinatários principais (professores, aprendentes e investigadores de Português Língua Estrangeira), independentemente da sua geografia de atuação”, pelo que “não é um projeto fechado”.

“Espera o IPOR com esta iniciativa igualmente mobilizar a comunidade a quem ela se dirige no sentido de fornecer contributos que apoiem a sua melhoria e permanente atualização”, refere a mesma nota.

A ideia de organização da ARELP decorre da primeira oficina do IPOR realizada no âmbito do programa interno de formação de docentes, implementado em 2013, em particular, da reflexão produzida sobre “Novas Tecnologias de Informação no Contexto Educativo” por Betânia Nunes, um dos docentes envolvidos no projeto e responsável pela compilação dos dados.

A revisão e anotação de cada um dos recursos que foi dando forma e consistência à plataforma ficou a cargo de João Paulo Pereira, sob supervisão da Coordenação do Centro de Língua Portuguesa do IPOR.

Numa segunda fase, o instituto pretende disponibilizar, de igual modo, os materiais produzidos pelo seu corpo docente, os quais “resultam da reflexão metodológica que tem vindo a ser desenvolvida no quadro do plano de formação” interna.

Depois de um primeiro momento marcado pela aposta na “reorganização e diversificação da oferta formativa e dos seus instrumentos de suporte”, a atual direção do IPOR insere o lançamento da ARELP nas “prioridades” definidas para a segunda fase do seu mandato no domínio da formação em língua portuguesa.

Estas passam pela “criação de dinâmicas internas alargadas, vocacionadas para a produção de materiais e ferramentas dirigidas à comunidade, com enfoque na intercompreensão”.

“Pretende-se, desse modo, reforçar a dimensão do IPOR como instituição de formação e de produção de conteúdos em língua portuguesa, bem como de expressões culturais e artísticas que exploram o seu uso”, refere a mesma nota.

O IPOR, que assinala 25 anos em setembro, é a instituição “que reúne o maior número de estudantes de português em simultâneo na Ásia”.

DM // PJA – Lusa/Fim

Foto: MACAU – IPOR. 28/05/2002. FOTO MANUEL MOURA/LUSA

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