Sua Excelência Doutor António Correia e Silva, Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo Verde;

Excelentíssimos Senhores Embaixadores e Representantes dos Estados membros da CPLP;

Exmo. Professor Doutor João Guerreiro, Reitor da Universidade do Algarve e Vice Presidente da Associação de Universidades de Língua Portuguesa;

Doutor Eugénio Anacoreta Correia, Presidente do Observatório da Língua Portuguesa;

Sua Excelência Embaixador Murade Isaac Murargy, Secretário Executivo da CPLP;

Autoridades Regionais;

Distintos Participantes;

Minhas Senhoras;

Meus Senhores,

 

Quero, antes de mais, em nome da Presidência da República de Moçambique da CPLP, saudar os presentes neste auditório e agradecer o convite que nos foi endereçado para participar deste seminário sobre uma temática sobejamente importante para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, bem como pela escolha da bela e acolhedora cidade de Faro para a sua realização.

Ao fazê-lo, regozijamo-nos com a iniciativa de realização desta jornada de reflexão, por duas razões principais:

A primeira prende-se com a sua oportunidade, tendo em conta que estamos a escassas semanas da realização da Segunda Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, evento que fará uma retrospectiva do Plano de Acção de Brasília e definirá as principais linhas estratégicas que orientarão os nossos países, de forma individual e articulada, na promoção e difusão da língua portuguesa.

A segunda razão tem a ver com a crescente preocupação e interesse da CPLP em estimular e promover um envolvimento cada vez mais proactivo da sociedade civil na materialização da agenda da nossa Comunidade.

Estamos plenamente convencidos de que dos temas aqui propostos emergirão propostas práticas sobre como reforçar a parceria entre os nossos governos e a sociedade civil com vista à contínua afirmação da língua portuguesa nos diferentes quadrantes e múltiplas vertentes.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

A língua portuguesa é um dos principais patrimónios partilhados pelo conjunto dos nossos países. Achamos que o seu enriquecimento e projecção requerem acções concertadas de modo a conferi-la o lugar de destaque que a própria CPLP tem no concerto das Nações.

Pensamos igualmente que a elevação do estatuto da língua portuguesa passa, inequívoca e essencialmente pela sua afirmação dentro dos nossos próprios países, acção que deve ser desenvolvida em harmonia com a valorização das línguas nacionais, contribuindo deste modo para o contínuo enriquecimento do mosaico cultural da nossa Comunidade.

Neste sentido, permitam-me recorrer à ideia expressa na obra “Potencial Económico da Língua Portuguesa” segundo a qual, passo a citar: «a língua tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da dimensão social e intelectual dos indivíduos e, consequentemente, na elevação da capacidade produtiva e de inovação das sociedades», para, aproveitando a presença aqui de várias organizações da sociedade civil, lançar um repto no sentido da potenciarmos a língua como um meio para o reforço dos laços económicos, por via das trocas comerciais e dos investimentos entre os países da CPLP.

Cremos que esta poderia ser uma das respostas à interrogação na qual assentou a referida obra, que volto a citar: «como aproveitar este potencial que mais nenhum outro país de pequena dimensão e reduzido poder económico possui?».

Importa referir que a nossa Comunidade possui características peculiares, fruto da nossa heterogeneidade, que podem e devem ser potenciadas pela nossa riqueza comum, a língua portuguesa, e catapultar a CPLP para patamares nunca dantes alcançados. A sociedade civil deve assumir o seu papel determinante, em função de ser a razão e o fim em todo o processo de construção da nossa comunidade, conceito, aliás, que encerra, em si, a noção da integração de todas as sociedades dos Estados membros da CPLP.

Dentro da riqueza que a nossa diversidade transporta, façamos da língua portuguesa uma mais-valia na abordagem dos desafios sociais e económicos que nos são comuns e que estão consagrados na Declaração Constitutiva da Comunidade dos países de Língua Portuguesa – CPLP.

A terminar, gostaria de desejar os melhores êxitos à conferência e reiterar o firme compromisso da República de Moçambique na afirmação e projecção da língua portuguesa, que, em harmonia com a concertação político-diplomática e a cooperação intracomunitária, perfazem os grandes pilares da CPLP.

 

Muito obrigado pela atenção dispensada!

Faro, 11 de Outubro de 2013.

 

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