Praia, 07 mar (Lusa) – O diretor executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Incanha Intumbo, pediu hoje à comunidade lusófona da CPLP para seguir o “exemplo” de Portugal, que deu uma “contribuição extraordinária” para ajudar a instituição a resolver problemas financeiros.

“Há uma semana, o Governo português contribuiu significativamente para alguns programas do IILP, contamos com essas contribuições extraordinárias e esperamos que alguns países sigam o exemplo de Portugal para podermos levar o IILP às pessoas, aos países”, afirmou.

Incanha Intumbo, que exerce a função há quase três meses, falava à imprensa, na cidade da Praia, após uma visita ao Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e que assume a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a quem foi apresentar a “nova cara” da IILP que tem sede na capital cabo-verdiana.

O diretor executivo disse que Portugal deu um “contributo a mais”, de quase dois terços do orçamento do IILP.

Além das quotas, o diretor executivo disse que contribuições extraordinárias seriam outro meio para ajudar o IILP a resolver os seus problemas financeiros, uma vez que as dívidas dos países para com a instituição rondam aos 200 mil euros.

Sem mencionar os países devedores, Incanha Intumbo disse que alguns países continuam com dificuldades para regularizar as dívidas, enquanto outros já cumpriram a sua parte.

O Brasil é um dos países que já regularizou as verbas em atraso, segundo o diretor executivo do IILP, que admite, entretanto, que a falta de pagamento pode pôr em causa o funcionamento da organização.

“Esperamos que os países vão ser sensatos e tão cedo quanto possível vão-se livrar dos constrangimentos que têm sido a causa das dificuldades de pagamento e pensamos que assim que se organizarem vão cumprir, vão honrar os seus compromissos”, previu.

Questionado sobre os projetos para os dois anos de mandato, o diretor executivo do IILP disse que a maior ambição é levar a instituição aos países, mas sublinhou que isso “depende de meios”.

Além disso, apontou que outro objetivo é desenvolver com os países-membros o programa do professor de português, ministrar cursos, aproveitar o empresariado e as diásporas para aumentar o número de falantes de português.

“Por todas essas vias, através de cursos, de projetos concretos, podemos desenvolver e internacionalizar a língua portuguesa”, reforçou o guineense, que sucedeu no cargo à moçambicana Marisa Mendonça.

Na semana passada, deputados lusófonos mostraram-se preocupados com ensino do português na Guiné Equatorial e Timor-Leste e pediram ao IILP para dar “uma atenção especial” aos dois países.

Questionado sobre o assunto, Incanha Intumbo disse que o ILLP “não interfere nas políticas linguísticas dos países”, mas garantiu que poderá ajudar, se os países-membros indicarem as suas necessidades e se tiverem cabimento nos estatutos.

O IILP tem por objetivos fundamentais “a promoção, a defesa, enriquecimento e difusão da língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização em fóruns internacionais”.

RYPE // PVJ – Lusa
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