O objectivo é estabelecer uma rede mundial de certificação e creditação para que o domínio do português conceda créditos no acesso à universidade. Por ditame comunitário, a cooperação para o desenvolvimento será delegada, envolvendo vários parceiros europeus.

O Instituto Camões vai apostar, de forma estruturada no próximo ano, num novo esquema de formação de professores à distância como forma de satisfazer os pedidos de vários países, revela, ao PÚBLICO, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Teresa Ribeiro, que tutela aquele organismo. Formalmente, tal solicitação foi requerida às autoridades de Lisboa por Timor-Leste e Uruguai, mas pedidos de teor idêntico chegaram através do pessoal diplomático português na Polónia, República Checa e África do Sul.

Varsóvia e Praga requereram tal formação para o sector jurídico, enquanto a solicitação de Pretória se destinava à área de negócios. Também os responsáveis do Banco Africano de Desenvolvimento manifestaram interesse ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) na possibilidade de serem ministrados cursos de português aos seus funcionários.

“O objectivo é, a partir do Camões, estabelecer uma rede mundial de certificação e creditação para que a aprendizagem da língua portuguesa conceda créditos no acesso à universidade”, precisa a secretária de Estado. Para tanto, o portal do Camões está a ser preparado através de candidaturas à Agência de Modernização Administrativa. “É pôr o Instituto Camões no século XXI”, sintetiza Teresa Ribeiro. Ler o artigo completo (Público)

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