Segundo a edição “online” do jornal A Semana, a Organização das Nações Unidas (ONU), a pedido das autoridades cabo-verdianas, aprovou a grafia definitiva em 2013, acabando com as traduções para as dezenas de línguas nas suas diferentes instituições.

Um exemplo das dificuldades que existiam, quer para Cabo Verde, quer para os remetentes/destinatários, segundo o jornal cabo-verdiano, que cita uma reportagem do diário norte-americano Boston Globe, publicada na segunda-feira, dá conta dos casos de um simples telegrama diplomático ou da elaboração de um guia turístico.

Hoje, a nova grafia é utilizada em todas as línguas oficiais das Nações Unidas, aceitando-se, porém, as versões Republic of Cabo Verde, em inglês, ou République du Cabo Verde, em francês.

Nos Estados Unidos, segundo o jornal norte-americano, a base de dados do Governo e os sites governamentais, caso, por exemplo da agência de informações CIA, já adotaram a grafia Cabo Verde.

“Há um sabor e poder especial em dizer: é isto que somos. Deixamos de ser rotulados como isso ou aquilo”, declarou o ministro da Cultura cabo-verdiano, Mário Lúcio Sousa, ao Boston Globe, citado pelo A Semana.

Para o jornal norte-americano, o nome de um país traduz a sua cultura, identidade e história.

“É uma marca que influencia tudo, desde o desenvolvimento económico, às oportunidades de investimento internacionais e o turismo. Cabo Verde está no mapa. Está estampado nas capas de revistas comerciais”, lê-se na reportagem do Boston Globe.

“Quando alguém diz «Estados Unidos», as pessoas pensam logo numa potência económica, num país de invenção ou de sonhos. Quando se diz «Cabo Verde», as pessoas pensam em sol, praia, pessoas agradáveis, sorrisos, pessoas que trabalham”, declarou Mário Lúcio ao jornal norte-americano.

JSD // VM – Lusa/Fim

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