4 March 2021
Centro Cultural de Cabo Verde em Portugal foi inaugurado na cidade de Lisboa, numa cerimónia que contou com a presença do Chefe do Governo Ulisses Correia e Silva e os ministros das pastas dos Negócios Estrangeiros e da Cultura. O evento, que acontece por ocasião do 44° aniversário da Independência Nacional, é fruto de uma parceria entre Cabo Verde e Portugal, país que cedeu um edifício situado situado na Rua de São Bento 640, através da edilidade lisboeta.

Inauguração do Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa

Lisboa, 06 jul 2019 (Lusa)- A ministra da Cultura de Portugal disse hoje que a inauguração do Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa, vai permitir intensificar a cooperação entre os dois países para elevar a morna, música cabo-verdiana, a património mundial da humanidade.

“A inauguração hoje do Centro Cultural de Cabo Verde, na rua de São Bento, em Lisboa, tão próxima da Casa de Amália, vai permitir intensificar o trabalho de cooperação que já tem vindo a ser feito entre os dois países para que a morna, seja considerada património da humanidade pela Unesco, tal como o fado, disse à Lusa Graça Fonseca.

Num discurso na cerimónia de inauguração do Centro Cultural, que levou hoje dezenas de pessoas à Rua de São Bento, animada ao final da tarde e ainda durante esta noite pela música e cultura cabo-verdiana, Graça Fonseca lançou o desafio de “se aproveitar o centenário de Amália Rodrigues, que se celebra em 2020, e a proximidade entre a Casa de Amália e aquele espaço cultural, para se desenvolverem ações conjuntas que permitam elevar a “morna” a património da Humanidade pela Unesco.

A cerimónia de inauguração do Centro Cultural de Cabo Verde na capital portuguesa, um investimento de 300 mil euros do país, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, aplicado no prédio do número 640 da Rua de São Bento, cedido pela Câmara de Lisboa, começou a meio da tarde com uma serenata à moda de Cabo Verde, que percorreu aquela rua lisboeta envolvendo dezenas de pessoas.

Na cerimónia estiveram presentes o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, e o ministro dos Negócios Estrangeiros Comunidades e Defesa, Luís Filipe Tavares.

Do lado de Portugal, além da ministra da Cultura, esteve o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Medina Carreira, a secretária de Estados da Cooperação, Teresa Ribeiro, e o Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Francisco Ribeiro Telles, entre outras personalidades.

O ministro da Cultura de Cabo Verde disse no seu discurso que a ideia é que aquele espaço da Cultura e da Comunidade cabo-verdiana seja também um espaço aberto às outras culturas e comunidades do mundo da lusofonia.

Abraão Vicente disse ainda que este é o primeiro de uma rede de centros Culturais de Cabo Verde que o Governo quer criar junto das principais comunidades cabo-verdianas espalhadas pelo mundo. E especificou: “em Paris (França), Boston (EUA), Roterdão (Holanda) e Dakar (Senegal).

“O sonho e ambição da Comunidade cabo-verdiana em Portugal tornou-se realidade”, disse o primeiro ministro Ulisses Correia, sublinhando que o primeiro Centro Cultural fora de Cabo Verde “só poderia” ser em Lisboa, onde existe uma forte comunidade cabo-verdiana e uma cidade “onde pulsa o multiculturalismo”.

A festa promete agora prolongar-se pela noite dentro, com a música cabo-verdiana, cantada por Maria Alice, Sara Tavares, Dany Silva, Nancy Vieira, Titina e Gardénia Benrós, entre outros.

ATR // ANP – Lusa/ Fim
Foto: Mindel Insite

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