“Continuamos com o problema da dificuldade que alguns países têm em contribuir”, afirmou o diretor executivo do IILP, Gilvan Muller de Oliveira, referindo que a dívida dos Estados-membros da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) é de 497 mil euros, ou seja, “chega quase a dois orçamentos completos do instituto” – o orçamento anual é de 247 mil euros.

A falta de financiamento é um problema antigo do instituto, para os quais a anterior diretora executiva, Amélia Mingas, já alertava, lamentando que o IILP não passava de “um espetro”, devido aos problemas financeiros.

Entretanto, referiu Muller de Oliveira, o instituto “melhorou a sua capacidade de captar recursos externos, de médio porte, do Brasil, Angola, Guiné Equatorial e Portugal”, nomeadamente com pagamento de bolsas e financiamento de colóquios.

O IILP captou “também um recurso maior”, ligado ao programa de apoio às iniciativas culturais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), um subprograma regional dos fundos África, Caribe e Pacífico, da União Europeia, acrescentou.

“Isto abre para o IILP a possibilidade de captar recursos externos. Acredito que no futuro vamos desenvolver ainda mais essas possibilidades, fazendo com que o IILP não dependa exclusivamente das contribuições dos Estados-membros, mas possa também disputar no mercado de projetos os financiamentos de que necessita para a prossecução das metas previstas no Plano de Ação”, sustentou o diretor executivo.

Sobre os objetivos traçados ao IILP, Gilvan Muller de Oliveira disse esperar que o plano de ação de Lisboa, que sairá da 2ª Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre a partir de hoje na capital portuguesa, “não descontinue o plano de ação de Brasília”, definido na 1ª conferência, em 2010.

“Esperamos que o IILP seja incluído no Plano de Ação de Lisboa, que orientará a direção executiva do colega que me sucederá a partir de 2014 e até 2016 ou 2018”, acrescentou, lembrando que projetos como o vocabulário ortográfico comum e o portal do professor de português – que serão apresentados no encontro de Lisboa – “são de médio e longo prazo”.

Muller de Oliveira fez ainda votos que o Plano de Ação de Lisboa “reconheça o IILP como um instrumento da comunidade, sobretudo pela capacidade de aproximar os países e trazer os países para uma mesa de conversação e dar uma abordagem contemporânea à língua portuguesa, que necessita de algum mecanismo estratégico de coordenação sob a égide dos países da CPLP”.

O responsável alertou ainda para a necessidade de existirem comissões nacionais do IILP, que são “os braços e as pernas” do instituto. Guiné-Bissau, Brasil e São Tomé e Príncipe não têm estas estruturas.

 

JH // VM – Lusa/Fim

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