Os passos que a Guiné-Equatorial deu para passar de Estado-observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a membro de pleno direito serão um dos temas mais importantes da Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que junta na quinta-feira em Maputo os ministros dos Negócios Estrangeiros da organização.

Em declarações aos jornalistas à margem de um encontro em Maputo, os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete, e de Moçambique, Oldemiro Baloi, declararam comungar de uma “identidade de pontos de vista sobre as condições de adesão da Guiné-Equatorial” à organização lusófona.

“Eu não gostaria de estar a produzir declarações hoje sobre uma reunião que se vai dar amanhã, há um roteiro que a Guiné-Equatorial escolheu cumprir e naturalmente vai cumprir”, disse Rui Machete.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique afirmou que o país subscreve a ideia de que a Guiné-Equatorial deve respeitar o plano de adesão que lhe foi imposto pela CPLP.

O roteiro definido pela CPLP para a adesão da Guiné Equatorial, condicionada ao parecer positivo de todos os membros, prevê, entre outras medidas, a promoção do uso do português – a língua principal do país é o espanhol – e a adoção de uma moratória sobre a pena de morte.

PMA // JMR – Lusa/Fim

Foto: O ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique Oldemiro Baloi. Maputo, Moçambique, 25 de abril de 2013. ANTÓNIO SILVA/LUSA

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