5 March 2021
Mário Viegas, o poeta que atuou nos palcos do mundo de expressão portuguesa. Quis um dia transportar o sonho ao poder. Morreu a 1 de abril de 1996, sem cumprir o sonho, mas dotando as palavras de um poder imenso. Sossegou-se uma voz notável e uma presença inesquecível de um verdadeiro génio, que deixou obra e saudade.

Hoje é dia de recordar Mário Viegas

Foi um dos melhores atores do seu tempo e do tempo de outros. Dirigiu obras de autores clássicos, desde Samuel Beckett a Anton Tchekov, entre muitos outros.

O talento de Mário Viegas provocou uma coleção de distinções, da Casa da Imprensa, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e da Secretaria de Estado da Cultura, que lhe atribuiu o Prémio Garrett (1987).

Também fora de Portugal acabou por ser premiado (no Festival de Teatro de Sitges e no Festival Europeu de Cinema Humorístico da Corunha).

Na sua incursão no cinema, interou o elenco de 15 filmes, de entre as quais ‘A Divina Comédia’, de Manoel de Oliveira (1991), ou ‘Sostiene Pereira’, de Roberto Faenza (1996), onde contracenou com Marcello Mastroianni.

Deu eco à poesia de Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Bertolt Brecht, Pablo Neruda, além de dezenas de outros autores, com recitais únicos.

Transportou a poesia portuguesa para a televisão, com os programas ‘Palavras Ditas’, em (1984), e ‘Palavras Vivas’, de (1991), contribuindo para a divulgação de obras caladas no silêncio dos livros. Ler o artigo completo (PTJornal)

 

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