2 March 2021
A Fundação Calouste Gulbenkian está a recrutar médicos, enfermeiros, professores e outros técnicos especializados, com 55 ou mais anos, para realizarem missões de voluntariado de “curta duração” nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Gulbenkian recruta técnicos qualificados com mais de 55 anos para fazer voluntariado

“A grande ideia do projeto” é possibilitar que pessoas com “muita experiência profissional e com mais de 55 anos, que não estão em atividade, possam, dentro de um voluntariado muito especializado, pôr as suas capacidades ao serviço do desenvolvimento dos países de expressão portuguesa, onde a Fundação Calouste Gulbenkian tem um programa na área da saúde e da educação”, afirmou a administradora da instituição.

O objetivo do programa ‘Mais Valia’, cujas candidaturas abrem na terça-feira e estendem-se até 30 de abril em www.gulbenkian.pt, é criar uma bolsa de voluntariado qualificado, composta por profissionais experientes que, em parceria com instituições locais e organizações não-governamentais no terreno, possam responder às necessidades do terceiro setor.

Os candidatos deverão ter formação académica ou técnica especializada, experiência profissional e disponibilidade para integrar missões com um período máximo de dois meses.

A administradora da Fundação Calouste Gulbenkian adiantou que serão necessários entre 30 a 40 voluntários, entre professores, médicos e enfermeiros.

“Nesta primeira fase será o número adequado, porque é preciso que as instituições de desenvolvimento tenham a capacidade para dar formação e fazer o acompanhamento às pessoas”, explicou Isabel Mota, à margem da Conferência Internacional sobre Envelhecimento e Inovação Social, que decorre na Gulbenkian, em Lisboa.

Sobre a idade dos voluntários, Isabel Mota afirmou que “os seniores têm muito para dar em generosidade, mas também em sabedoria, que podem pôr ao serviço dessas populações”.

“Há muitas pessoas que devido a reformas antecipadas tiveram uma vida ativa mais encurtada e têm alguma falta de realização pessoal e, por esta via, vão poder dar aquilo que têm, as suas qualificações, aos outros, dentro de programas estruturados”, adiantou.

O tempo de duração da missão “tem uma razão de ser”: “Não pode concorrer com o emprego”, disse Isabel Mota.

Trata-se de “uma ação de apoio e utilidade para as pessoas a que se dirige. Não pode, nem deve estar a concorrer para ocupar lugares de jovens que se queiram empregar”, esclareceu.

O projeto do Programa Gulbenkian de Ajuda ao Desenvolvimento será desenvolvido em missões de voluntariado de acordo com necessidades específicas dos vários países, nas áreas da educação, da saúde e das artes.

Os candidatos selecionados farão uma formação específica para a missão antes da partida.

A seleção das candidaturas e o processo de formação serão realizados por profissionais experientes na coordenação e criação de projetos de desenvolvimento.

 

HN // GC.

Lusa/fim

Foto: LUSA –  Biblioteca itinerante da Fundacao Calouste Gulbenkian (15/03/2005). PAULO NOVAIS/LUSA

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