“Com este projeto em particular, estamos a oferecer uma camada privada de gestão numa instituição de educação detida pelo Estado”, explicou a presidente da StoneHIll Education, Sherina Hosein Mohammed.

De acordo com a nota de imprensa emitida pelo Governo da Guiné Equatorial, um país que é apresentado como “o único país africano a falar espanhol”, apesar de pertencer à Comunidade de Países de Língua Portugal (CPLP), a universidade vai arrancar no próximo ano letivo e junta-se assim à consultora que tem projetos em Boston e no Dubai.

“A StoneHIll Education começou a trabalhar neste projeto há três anos, através de uma primeira reunião com o Presidente da Guiné Equatorial e com o ministro da Educação para perceber claramente o que era preciso e para oferecer a melhor solução possível”, acrescenta a presidente desta consultora, citada no comunicado de imprensa.

A StoneHill avançou então, depois de analisar o país, a sua economia, a situação na Educação e as suas necessidades, para uma proposta que passa pela assistência “desde o plano incial, desenvolvimento de programas, marketing, recrutamento da faculdade e dos estudantes, sistemas de gestão da unversidade, gestão das infraestruturas, e consultoria no mobiliário, laboratórios e residências”, disse Mohammed.

Ainda de acordo com o comunicado de imprensa, a Guiné Equatorial tem “investido fortemenre as suas receitas petrolíferas no país, focando-se na melhoria da educação, desenvolvimento do capital humano e na diversificação da economia”.

No capítulo da Educação, o Governo afirma que o país tem “uma taxa de literacia de quase 100% entre os adultos, a maior em África”, e acrescenta que desde 1979 os cidadãos receberam “mais de 500 mil bolsas para estudar em universidades e programas de formação técnica fora do país”.

MBA // PJA – Lusa/Fim

Fotos:

– Crioulos de base lexical portuguesa no Golfo da Guiné.

– O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, à entrada para a cerimónia de abertura da X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Díli, Timor Leste, 23 de julho de 2014. PAULO NOVAIS/LUSA

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