27 February 2021
A cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) terminou hoje, ao fim da tarde, em Maputo, e a adesão plena da Guiné Equatorial à organização foi de novo adiada.

Guiné Equatorial ficou de fora da CPLP mais uma vez

A adesão do país africano liderado por Teodoro Obiang voltou a ser adiada, segundo a declaração final da cimeira divulgada hoje pela CPLP, e, ao contrário do que aconteceu há dois anos na reunião de Luanda, não há qualquer prazo estabelecido para voltar a debater o assunto.

A Declaração de Maputo explicita que a adesão do país africano, que já detém o estatuto de observador associado, dependerá de «convergir com os objectivos e princípios orientadores da comunidade», para o que contará com o apoio de «um grupo permanente de acompanhamento conjunto».

Na declaração final da 9.ª conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, elogiam-se «os esforços já desenvolvidos pelas autoridades da Guiné-Equatorial, com vista ao cumprimento do programa de adesão», e promete-se-lhe ajuda para «implementar as acções acordadas».

Mas, como a Lusa já tinha antecipado, não se menciona uma data para tomar uma decisão. Na cimeira de Luanda, em 2010, o pedido de adesão obteve um prazo de dois anos para uma decisão, porém, da Declaração de Maputo não se pode aferir que o tema voltará à agenda na próxima cimeira, agendada para Díli, em 2014.

Por outro lado, os líderes dos países da CPLP congratulam-se, na declaração hoje adoptada, com a apresentação de novas candidaturas ao estatuto de observador associado, «considerando que a aproximação de países, de fora do espaço da comunidade, a prestigia e projecta política e economicamente».

A Declaração de Maputo, assinada pelos chefes de Estado e de Governo de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste e pelos vice-presidentes de Angola e Brasil, debruça-se com mais detalhe sobre a situação política de alguns dos Estados-membros.

Promete fazer um «acompanhamento regular da situação interna da Guiné-Bissau, com vista à normalização política, institucional e social», lamentando «vivamente a interrupção do processo de reforma do sector de defesa e segurança».

Já Timor-Leste é mencionado como um caso de sucesso, elogiando-se «os resultados positivos, alcançados nos últimos dois anos, na estabilização política, no continuado crescimento económico e desenvolvimento social». Ler o artigo completo

 

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