A Guiné Equatorial, que pediu adesão ao bloco lusófono em 2010, é desde 23 de julho de 2014 membro da CPLP, juntando-se na cimeira de Díli a Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

“O balanço é muito positivo”, disse José Dougan Chubum à agência Lusa, adiantando que “a CPLP proporciona à Guiné Equatorial um mercado político, económico e cultural e o balanço deste ano, da integração, é positivo”.

O embaixador, que falava à margem da conferência Investir em África – Um futuro conjunto, que assinalou em Lisboa o Dia de África, referiu que a Confederação Empresarial da CPLP já se deslocou à Guiné Equatorial e “tem prevista para junho (outra deslocação) para se unir com a federação de empresários” do país.

Também se pretende fazer “um fórum económico sobre a situação económica da Guiné Equatorial em Portugal, que dá espaço amplo para que o mundo da CPLP veja o que a Guiné pode oferecer e o que eles podem dar à Guiné Equatorial”, disse ainda, referindo não haver ainda data marcada para o encontro.

José Dougan Chubun considerou, por outro lado, que, com a sua adesão, a Guiné Equatorial “rompeu o paradigma do que era a CPLP”.

“A entrada da Guiné Equatorial abriu a porta para outros países interessados neste grande mercado, nesta grande comunidade de países de língua portuguesa”, disse.

A nível da língua, o embaixador apontou a assinatura de um acordo com o Instituto Camões, adiantando que “este ano será incorporado nas escolas primárias o ensino da língua portuguesa” e que “se vai tentar criar uma faculdade da língua portuguesa” na Universidade da Guiné Equatorial.

Antiga colónia de Espanha, a Guiné Equatorial tem como línguas oficiais o castelhano e o francês, além do português.

PAL // JMR – Lusa/fim

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