Malabo – Daniel Dario Martínez Ayacaba é desde 2009 o Presidente do Partido União Popular (UP), partido da oposição na Guiné Equatorial. Ayacaba é licenciado em Direito. Na altura da sua eleição como presidente do partido afirmou que «a sua formação política apela à transferência de poder por métodos democráticos» e está «predisposto a cooperar com as instituições do Estado».

PNN – Na sua opinião, quais as vantagens e desvantagens de uma possível entrada da Guiné Equatorial para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Daniel Dario Martinez Ayacaba (DDMA) – A existência da República da Guiné Equatorial tem a sua origem nas explorações de marinheiros portugueses. Se a história fosse diferente, quem sabe hoje falar-se-ia da Guiné Equatorial como uma ex-colónia Portuguesa e, não Espanhola, mas a história é bem conhecida de todos e ninguém a questiona.

Os benefícios produzidos pela entrada da Guiné Equatorial na CPLP, seriam vários. Esta adesão e o reencontro com Portugal, seria muito significativa para o povo da Guiné Equatorial. Porém constata-se que este tipo de decisão é tomada directamente pelo regime ditatorial presidido actualmente por Teodoro Obiang Nguema, sem considerar os interesses dos seus cidadãos. 

O povo da Guiné Equatorial tem suportado, um regime muito duro, nos últimos 44 anos. O país tem menos de um milhão de habitantes, possui grandes recursos naturais e, apesar disso, a maioria da população vive no limiar da pobreza. 

Dispomos de uma elite dirigente que, para além de controlar os interesses económicos do país, consome 90% do rendimento nacional, enquanto a maioria da população não tem acesso diário a alimentação. Ler o artigo completo (Jornal Digital)

 

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