Bissau, 28 set 2022 (Lusa) – A Guiné-Bissau ratificou o acordo para integração na Zona de Comércio Livre Continental Africana, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense numa mensagem divulgada na rede social Facebook.

Na mensagem, o Ministério dos Negócios Estrangeiros refere que “já depositou o seu instrumento de ratificação”.

A Guiné-Bissau é o 44.º país a ratificar o acordo, que assinou em fevereiro de 2019.

Segundo um relatório do Banco Mundial, o acordo vai criar a “maior zona de comércio livre do mundo medida pelo número de países participantes” e tem potencial para “retirar 30 milhões de pessoas da pobreza extrema” se forem adotadas reformas políticas e comerciais “significativas”.

“A criação do vasto mercado regional representa uma importante oportunidade para ajudar países africanos a diversificarem as suas exportações, acelerarem o crescimento e atraírem investimento direto estrangeiro”, refere o relatório, denominado “AfCTA: Efeitos Económicos e Distribuição”.

O Banco Mundial salienta que para ser criar o “mercado continental será necessário um esforço determinado para reduzir todos os custos de comércio” e os governos vão ter de desenhar “políticas destinadas a aumentar a agilidade das suas forças de trabalho para tirarem partido de novas oportunidades”.

O acordo para a criação da Zona de Comércio Livre Continental Africana tem, segundo o Banco Mundial, potencial para tirar 30 milhões de africanos da pobreza extrema, aumentar o rendimento de África, bem como as exportações e promover o pagamento de salários maiores às mulheres, aos trabalhadores qualificados e não qualificados.

No caso da Guiné-Bissau, o Banco Mundial refere que, por exemplo, a taxa de pobreza cairia de 37,9% para 27,7%.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense, o “ato depósito do instrumento jurídico de ratificação” do acordo realizou-se no passado 31 de agosto e contou com a presença do embaixador da Guiné-Bissau junta da União Africana, “cumprindo assim com um dos objetivos do Acordo que é integrar todos os 55 Estados da União Africana na área de Livre Comércio, com vista a fornecer benefícios económicos e sociais significativos para a região, no aumento da renda e redução da pobreza”.

 MSE // PJA – Lusa/Fim

VER:

A Zona de Comércio Livre Continental Africana: Efeitos Económicos e de Distribuição

 

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