A Guiné-Bissau tornou-se hoje o primeiro país, depois de Portugal, a receber a exposição “Alfabeto do Desenvolvimento”, uma iniciativa de várias organizações portuguesas destinada a sensibilizar para questões como o desenvolvimento e a cidadania.

Apresentada em Lisboa em outubro do ano passado e percorrendo depois várias regiões do país, a exposição, que é também um livro e um catálogo, juntou o trabalho de jornalistas, fotojornalistas e académicos à volta de 26 palavras, cada uma delas correspondendo a uma letra do alfabeto e relacionada com o desenvolvimento.

Hoje, em Bissau, no mês em que se assinala o 40.º aniversário da morte de Amílcar Cabral, inaugurou-se o primeiro de 10 dias da exposição, que em breve deverá rumar a S. Tomé e Príncipe, como disse à Lusa a diretora da Associação para a Cooperação entre os Povos (ACEP), Fátima Proença.

“Neste momento em que a Guiné-Bissau vive novamente um período complicado da sua história, o trazer aqui esta exposição, que nos desafia a todos a pensar, a refletir e a procurar caminhos, é uma manifestação do reconhecimento que temos pela grande coragem cívica e grande empenhamento de muita gente neste país”, aliada ao facto de se assinalarem 40 anos da morte de Amílcar Cabral, explicou a responsável da associação portuguesa.

O percurso lógico da exposição, que em Portugal esteve patente em 10 universidades, será depois S. Tomé e Príncipe, onde a ACEP está a desenvolver a segunda fase de um projeto que tem como tema as políticas públicas para o desenvolvimento, passando depois para Cabo Verde.

Além da ACEP, a exposição é uma iniciativa do Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento (CESA) e da Associação In Loco, Desenvolvimento e Cidadania.

“É um trabalho de contribuições de forma criativa e inovadora sobre o desenvolvimento e a cidadania em Portugal e no Mundo. É tentar, seguindo as letras do alfabeto (começando em A, com Água e terminando em Z, com Zapping) identificar temas que nos traduzam uma visão de desenvolvimento”, resumiu Fátima Proença.

E o objetivo, acrescentou, é o de “conseguir criar pontes entre maneiras diferentes de olhar o mundo e de ter a noção de que o mundo não é só Portugal”.

FP //JMR.

Lusa/fim

Veja a exposição: “Alfabeto do Desenvolvimento

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