Praia, 10 dez (Lusa) – O histórico grupo musical guineense Tabanka Djaz atua hoje na capital cabo-verdiana, num concerto ainda de comemoração dos seus 25 anos de carreira e de inauguração do Hangar 7, a maior sala de espetáculos do país.

Os Tabanka Djaz formaram-se em 1988 e desde 2013 que estão em palco a comemorar os seus 25 anos de carreira e promovendo o último disco, “Depois do Silêncio”.

Em declarações à agência Lusa, na Praia, o vocalista e guitarrista do grupo Mikas Cabral disse que a ideia é comemorar os 25 anos de carreira em Cabo Verde “de forma diferente”, envolvendo outros músicos e grupos.

Além dos Tabanka Djaz, o concerto de inauguração da maior sala de espetáculos de Cabo Verde vai contar com atuação do cabo-verdiano Mirri Lobo, da guineense residente no país Fattu Djakité e do DJ holandês Delivio Reavon.

“Vai ser um evento diferente. É algo que nos orgulho, por sermos os primeiros a atuar no Hangar 7 como uma sala de espetáculo”, afirmou Mikas Cabral, vocalista do grupo, radicado em Lisboa, e que já conta com dezenas de atuações em Cabo Verde.

Em relação à sala de espetáculo, Mikas Cabral disse que é “um investimento de louvar”, considerando que o promotor merece todo o carinho e apoio de todos.

“Todos deveriam dar-lhe a mão porque por lá passarão muitos músicos internacionais, que vão trazer uma mais-valia para Cabo Verde, que já precisava de um espaço como este. É digno de qualquer músico estar lá dentro e sentir-se confortável”, afirmou.

Quanto a novos projetos, Mikas Cabral informou que em janeiro próximo vai estar no mercado o DVD do espetáculo oficial dos 25 anos, que aconteceu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, que já vai incluir dois temas que vão estar no próximo disco, que deverá sair até o final de 2017.

“Já passaram três anos, as pessoas continuam a ouvir a nossa música, mas não queremos acomodar. É por isso que vão sair dois singles agora para mexer um bocadinho com as pessoas e saberem que não estamos parados”, prosseguiu.

Em declarações à Lusa, Gilson Semedo, proprietário e sócio-gerente do Hangar 7, disse que o espaço foi concebido para acolher espetáculos desde música, teatro, desfiles de moda, dança.

“A ideia surgiu porque Praia tem necessidade de um espaço deste para acolher eventos”, sustentou Gilson Semedo, que é também promotor de outros espaços de diversão noturna na capital cabo-verdiana.

A nível cultural, o Governo cabo-verdiano perspetivou investimentos em salas de espetáculos “para fazer face às carências existentes no país”, nomeadamente uma com capacidade para 3.000 pessoas na Praia e outras para mil pessoas e no Mindelo (São Vicente) e Espargos (Sal).

O Hangar, localizado na zona industrial de Achada Grande Trás, tem capacidade para até 2.700 pessoas e, segundo Gilson Semedo, será destinado a outros produtores, empresas, organizadores de eventos e artistas que querem fazer lançamento dos seus trabalhos.

O empresário, que investiu 40 milhões de escudos (362 mil euros) no projeto, disse que não quer assumir o monopólio do espaço, mas sim abri-lo a todos os fazedores de cultura do país.

RYPE // APN – Lusa/Fim

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