Grande Mesquita de Porto Novo em estilo barroco construída por retornados brasileiros, Agudás.

Os agudás, como são conhecidos – a palavra deriva de “ajuda”, nome português da cidade de Uidá – integram famílias que descendem de escravos e de comerciantes baianos lá estabelecidos no auge do tráfico humano entre os dois continentes. Possuem sobrenomes como Souza, Silva, Medeiros, Almeida, Aguiar, Campos, entre outros, dançam a “burrinha”, uma versão arcaica do bumba meu boi, e reúnem-se nas festas ao redor de uma feijoadá ou de um kousidou. Não raro, os agudás mais velhos se saúdam com um singelo “Bom dia, como passou?”, e a resposta não demora: “Bem, brigado”.

Estima-se que aproximadamente 10% dos 9, 2 milhões de habitantes do Benin tenham ligação com os ex-escravos ou mercadores brasileiros, os quais introduziram ali novos hábitos alimentares e religiosos.

Detalhes

  • Título: A maior mesquita de Porto-Novo, Benim
  • Criador: Babylas
  • Localização: Benim
  • Direitos: Wikimedia Commons

 

VEJA:

Os agudás

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