Georges Chicoti fez tal vaticínio segunda-feira, em Lisboa, no final da VII reunião do Conselho de Ministros da CPLP, que teve lugar na nova sede da organização.

Segundo o interlocutor, essa decisão acarreta um esforço financeiro que poderá ser analisado dentro da CPLP no sentido de encontra tradutores e pessoal com o objectivo de garantia que tanto os documentos como a tradução e interpretação sejam feitos correctamente.

Ainda assim, referiu-se a existência de alguma barreiras já transpostas, uma vez que nas organizações em que pertencem os distintos países que compõem a organização o português constitui já um língua de trabalho.

Quanto ao acordo ortográfico, informou que os peritos angolanos fizeram um trabalho de avaliação e de concertação com os diferentes países da comunidade que já ratificaram o acordo.

O estudo, prosseguiu, pela importância que representa , será apreciado na próxima reunião dos titulares da Educação, que terá lugar em Luanda.

Em função disso, frisou que foram feitas recomendações que, eventualmente, serão tidas em conta no acordo ortográfico vigente, o que facilitará os países como Angola e Moçambique, que ainda não o ratificaram devido a alguns problemas internos.

“Nós somos uma comunidade e concordamos que temos de andar juntos. Para tal é necessário esperar por aqueles que têm alguma dificuldade. Esta questão é relativamente sensível nas comunidades já que os professores, psicólogos e todas as pessoas ligadas ao ensino em Angola acharam bem levar isso em consideração”, disse.

Outro assunto que mereceu atenção, informou, foram as recomendações que os peritos  fizeram no sentido de se dar maior apoio ao sector empresarial dentro da CPLP, depois de analisadas as situações políticas das zonas económicas a que pertencem como a SADC, África Austral, Mercosul.

Desta feita, referiu, reconheceram ser importante que nos domínios recomendados houvesse apoios relativamente às novas tecnologias e, sobretudo, à capacidade empresarial que não existe na maior parte dos países.

Já a situação da Guiné Equatorial, disse que existirem já alguns progressos feitos em relação a sua vontade de aderir a CPLP, pese embora o Conselho de Ministros tenha considerado que ainda existem questões que têm de ser ultrapassadas.

Tais questões, deu a conhecer, passam pela instalação do embaixador Luís Fonseca, na Guiné Equatorial, elaboração de um programa devidamente bem estruturado, que deverá se introduzido no sistema de ensino daquele país.

“Este país predispôs-se também a manter uma interacção permanente com a CPLP, facto que se irá concretizado com a abertura de uma missão permanente da Guiné Equatorial junto da CPLP”, acrescentou.

 

 

Ler o artigo completo (Angop)

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