2 March 2021
Amílcar Cabral , líder e fundador do PAIGC , no Boé em Agosto de 1971.

Flores para Amílcar Cabral em Cabo Verde no dia da independência da Guiné-Bissau

Praia, 23 set (Lusa) – Os laços que unem a Guiné-Bissau e Cabo Verde foram hoje assinalados durante a cerimónia de comemoração da independência guineense que contou com a deposição de uma coroa de flores no mausoléu de Amílcar Cabral, na cidade da Praia.

“A nossa união ultrapassa questões políticas. São laços sanguíneos”, afirmou aos jornalistas o embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, M´Bala Alfredo Fernandes, no final da cerimónia junto ao mausoléu do “herói” da independência dos dois países.

A cerimónia decorre pela primeira vez com um embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, o que demonstra o “reforço da amizade que sempre se manterá entre os dois países”, adiantou.

“Estamos numa nova era e nesta nova era temos de resgatar os nossos valores”, nomeadamente “os valores que sempre nortearam as relações entre os dois países”, disse M´Bala Alfredo Fernandes, para quem a figura de Amílcar Cabral continua a “unir as duas nações”.

Sobre a história dos últimos 45 anos, o embaixador mostra-se satisfeito: “Valeu o caminho. Não há nada como um país independente”.

Presente na cerimónia, o ministro dos Assuntos Parlamentares, da Presidência do Conselho de Ministros e do Desporto cabo-verdiano, Fernando Elísio Freire, destacou a importância da cerimónia, uma vez que a Guiné-Bissau “representa muito para Cabo Verde, é um país irmão”.

“Somos povos irmãos e estamos muito interessados em reforçar as relações com a Guiné-Bissau. É um irmão com quem temos laços de sangue e históricos muito fortes”, disse aos jornalistas.

Fernando Elísio Freire acrescentou que o governo a que pertence acredita na Guiné-Bissau e no seu futuro.

Sobre a existência de uma embaixada da Guiné-Bissau pela primeira vez em Cabo Verde, o governante considerou que a mesma demonstra as relações com este “país irmão e amigo”.

Antes da nomeação de um embaixador da Guiné-Bissau para Cabo Verde, em novembro do ano passado, este país só tinha um consulado no arquipélago cabo-verdiano que abriu a 01 de outubro de 2011, na cidade da Praia.

Na cerimónia esteve igualmente presente o ex-presidente da República de Cabo Verde (2001-2011), Pedro Pires, para quem esta é uma data para comemorar, mas também para recordar os companheiros que, como ele, combateram pela independência, mas que já não estão vivos.

A Guiné-Bissau foi a primeira colónia com a independência reconhecida por Portugal, em setembro de 1974. O primeiro governo foi liderado por Luís Cabral, irmão de Amílcar Cabral, que tinha sido assassinado em 1973.

SMM // PJA – Lusa/Fim

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