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No ano em que comemora uma década de existência, o Festlip – Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa estreita a conexão entre os países lusófonos com o uso cada vez mais intenso da tecnologia. Depois da bem-sucedida experiência em 2017, com a interação ao vivo entre Angola, Moçambique, Portugal e Brasil durante a cerimônia de abertura, desta vez todos os eventos serão transmitidos, em tempo real, no site do festival.

O Festlip realizará este ano uma “master class” de culinária, ministrada por chefs, via streaming, diretamente de seus países de origem. Grande homenageada desta edição, a companhia portuguesa Teatro Meridional será a estrela da programação com peças, recital de poesia e workshops.

De 8 a 11 de novembro, o Festlip ocupará espaços como o Teatro Firjan SESI Rio e Casa Firjan, e Teatro Meridional: em palco há 26 anos, e ainda o Zazá Bistrô, com uma mostra gourmet.

“A conectividade é uma forma de o Festlip se tornar cada vez mais um festival mundial. Além das transmissões ao vivo na internet, a TPA Internacional, rede de televisão de Angola, virá cobrir o festival para fazer um programa que será exibido lá, em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e em toda a Europa”, adianta a atriz e diretora Tânia Pires, criadora e diretora artística do festival.

“Até o ano passado, nosso público somava mais de 280 mil pessoas. Com a transmissão das emissoras de Angola e Moçambique no ano passado e este ano, a audiência será na casa dos milhões”, comemora.

Esta edição contará ainda com a apresentação do espetáculo Sonoridade Poética, dirigido por Miguel Seabra, do Teatro Meridional, que reunirá, pela primeira vez, atores dos nove países que têm o português como língua oficial – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

“A curadoria do FESTLIP vem, desde o ano passado, investindo na produção de espetáculos dentro da plataforma do festival, com atores dos países lusófonos, para que possa continuar promovendo, além da data do festival, desdobramentos que aprofundem esse intercâmbio. Com a maturidade que alcança em sua décima edição, já podemos investir em espetáculos de qualidade, que promovem também um intercâmbio de diretores: começamos com um brasileiro (Paulo de Moraes) e agora teremos um de Portugal (Miguel Seabra)”, completa Tânia.

Teatro Meridional: em palco há 26 anos

Sediado em Lisboa, o Teatro Meridional comemora 26 anos de existência, durante os quais realizou 58 produções, percorreu 20 países e recebeu 43 prêmios. A companhia apresenta a peça “As Centenárias”, do dramaturgo brasileiro Newton Moreno: “Queríamos muito levar essa montagem ao Brasil, já que sua história parte justamente de um conto
tradicional português levado ao Brasil pelos alentejanos. Acho um texto brilhante, que tem a ver com a vida e a morte. Nossa relação Brasil-Portugal passa por inúmeras fases e esse ir e vir faz, para mim, todo sentido”, explica Natália Luiza, diretora desta montagem.

A companhia portuguesa será também responsável por dois workshops. Um de cenografia, ministrado pela diretora Natália Luiza e pelo cenógrafo Marco Fonseca, que se aproveitará da construção cênica da peça “As Centenárias”, com técnica criada pela cenógrafa Marta Carreiras e outro – “E se um dia, tudo” –, voltado para atores e bailarinos profissionais e encenadores, conduzido pelo diretor Miguel Seabra.

Completando a participação do Teatro Meridional na programação, a diretora Natália Luiza se juntará à atriz brasileira Zezé Motta no recital de poesia “Elas”, nos jardins da Casa Firjan. As duas interpretarão textos de autoras de países de língua portuguesa, criando um percurso poético pela lusofonia, em suas diferentes linguagens, sonoridades e temáticas.

O Festlip é apresentado pela Talu Produções, tem apoio institucional do Ministério da Cultura, Instituto Camões e CPLP e parceria com Firjan/SESI.

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