Lisboa, 02 abr (Lusa) – Um espetáculo inédito que junta em palco os brasileiros Boogarins e os portugueses PAUS, Capitão Fausto e The Legendary Tigerman marca, na quarta-feira, o início da convenção e festival MIL – Lisbon International Music Network, em Lisboa.

Até sexta-feira, o MIL voltará a ser, de acordo com a organização, um “ponto de encontro de agentes profissionais de todo o mundo”, em torno da promoção e da edição de música, com particular destaque para a que se faz nos países de língua portuguesa.

O mercado brasileiro de música “será um dos destaques da programação, e as oportunidades de colaboração entre artistas dos dois países serão demonstradas no espetáculo de abertura, quarta-feira no B’Leza”.

Durante cinco dias, os Boogarins estiveram a trabalhar com artistas portugueses no estúdio HAUS, em Lisboa. “Nestes encontros, os músicos vão recriar o seu repertório em conjunto, podendo desta colaboração resultar ainda novos temas”, lia-se no comunicado divulgado pela organização que anunciava a colaboração entre os Boogarins os PAUS, Capitão Fausto e The Legendary Tigerman.

Além disso, o cartaz do festival inclui concertos “de artistas de destaque na cena musical independente e popular brasileira, como Aeromoças e Tenistas Russas, Cary or Not Cary, LaBaq, Maurício Takara, O Gringo Sou Eu, OPS, Passo Largo, P.L.I.N.T e Ricardo Dias Gomes”.

A organização do MIL recorda que o mercado brasileiro “é o maior mercado de música na América Latina, ocupando o nono lugar a nível mundial”.

As “características e especificidades deste mercado, bem como os projetos e apoios institucionais em curso que tenham em vista suscitar as relações entre Portugal e Brasil estarão em debate na convenção”, com a participação de, entre outros, Fabricio Nobre (do festival Bananada), André Bourgeois (da Brazil Music Summit) e Carlos Kessel (do setor cultural da Embaixada do Brasil em Portugal).

O MIL divide-se em dois programas: profissional, “reservado aos profissionais de todos os sectores da indústria musical, nacional e internacional”, e artístico, “aberto ao grande público e que consolida a componente ao vivo do festival, cruzando artistas de língua portuguesa e os seus homólogos internacionais”.

A segunda edição do Lisbon Music Network conta com mais de 60 concertos, que acontecem em oito salas da zona do Cais do Sodré, como o B’Leza, o Musicbox, o Sabotage, o Rive Rouge, o Lounge e o Europa, e três dezenas de apresentações, debates, conferências e ‘masterclasses’, que terão lugar na Rua da Boavista 9, Rua das Gaivotas 6 e no Pólo Cultural das Gaivotas.

O cartaz inclui concertos de artistas e bandas portuguesas como Best Youth, Bruno Pernadas, Júlio Resende, Alek Rein, Mr. Galini, Moullinex, Sean Riley, Luís Severo, Ermo e The Poppers. Além disso, a programação inclui atuações dos espanhóis Zulu Zulu, Candeleros e The Zephyr Bones, dos franceses Futuro Pelo, Naïve New Beaters e Elbi, e dos noruegueses Dark Times e Toft.

No programa profissional estarão em análise temas como “Música e ativismo”, “Repensando a digitalização da música: estão os serviços de ‘streaming’ a providenciar outra forma de ser indie?” e “Hip-Hop: porque continuamos a não falar sobre isto?”, e haverá ‘masterclasses’ sobre comunicação e criação de conteúdos e estratégias de marketing para bandas.

Além disso, haverá apresentações da plataforma dedicada à promoção de artistas europeus emergentes Liveurope e a SACEM, sociedade francesa de autores, dará um ‘workshop’ sobre o percurso de uma obra musical após o seu registo na sociedade de autores.

A programação completa do MIL – Lisbon Music Network está disponível no ‘site’ www.millisboa.com.

JRS // MAG
Lusa/fim

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