8 March 2021

Exportações portuguesas para Angola caem 28,5% em 2016

Redação, 04 out (Lusa) – O valor das exportações portuguesas para Angola voltou a recuar, 28,5%, em 2016 face a 2015, ano em que já tinham recuado 33,9%, tendo este país descido de 6.º para 8.º destino, divulga hoje o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações portuguesas de bens para Angola diminuíram 597 milhões de euros no ano passado, correspondentes a uma taxa de variação anual de -28,5%, depois de 2015 já terem recuado 33,9%, equivalentes a 1.079 milhões de euros.

Esta diminuição das vendas para Angola determinou a descida deste país de 4.º maior destino entre 2011 e 2014 para 6.º em 2015 e 8.º em 2016.

Segundo os dados do INE, em 2016 Angola foi destino de exportação exclusivo para 38,9% das empresas que venderam bens para aquele país (que recuou para 8.º maior mercado de exportação), tendo essas empresas assegurado 30,7% do valor para ali exportado.

Já as empresas com pelo menos metade das suas exportações direcionadas para o mercado angolano correspondiam a 58,4% do número total de empresas com exportações para esse país, tendo sido responsáveis por 70,3% do valor exportado.

“Embora permaneça elevada a exposição das empresas portuguesas em relação ao mercado angolano, verificou-se uma acentuada diminuição, nos últimos anos, em termos do número de empresas: -14,2 pontos percentuais em termos do número de empresas que exportaram exclusivamente para este mercado e -13,7 pontos percentuais no número de empresas com uma concentração superior a 50%, em 2016 face a 2010”, nota o INE.

Para além de Angola, o gabinete estatístico destaca a “elevada exposição das empresas portuguesas exportadoras de bens em relação a Espanha e aos EUA”, quer em relação ao número de empresas, quer ao valor exportado.

Quanto a Espanha, principal destino das vendas internacionais portuguesas, as empresas exportadoras de bens exclusivamente para aquele destino representavam no ano passado 15,8% do total de empresas exportadoras para o país vizinho, tendo sido responsáveis por 10,7% do valor para ali exportado.

As empresas que destinaram pelo menos 50% das suas exportações para Espanha atingiram um peso de 43,9% no número de empresas e de 63,1% no valor exportado, notando-se face a 2010 uma redução em todos os indicadores do grau de exposição.

Para o INE, “o fator proximidade é determinante para esta exposição significativa, assim como para o elevado peso que Espanha atinge nas transações de bens de Portugal com o exterior”.

No que se refere aos EUA, que foram o 5.º maior mercado de exportação para os bens nacionais em 2016, das empresas que para ali exportaram, 13,8% fizeram-no em exclusividade, tendo concentrado 8,8% do valor exportado.

As empresas cujas exportações para este destino representaram pelo menos metade das suas exportações totais corresponderam a 24,2% do número de empresas e a 20,6% do valor exportado.

Se em termos do número de empresas não se registaram “alterações significativas” face a 2010, relativamente ao valor exportado denota-se uma maior concentração: +7,5 pontos percentuais nas empresas que exportaram exclusivamente para este mercado e +6,0 pontos percentuais nas empresas com uma concentração superior a 50%.

Outro dos mercados de exportação analisado pelo INE é o Reino Unido, sendo que, em 2016, de entre as empresas exportadoras de bens para aquele país somente 1,2% o fizeram em exclusividade, tendo sido responsáveis por 1,2% do valor exportado.

Dessas empresas, apenas 8,2% registaram uma concentração das suas exportações superior a 50% nesse mercado (15,7% do valor exportado).

Segundo os dados provisórios hoje divulgados pelo INE para o comércio internacional em 2016, as exportações de bens totalizaram 50.022 milhões de euros, o que corresponde a um aumento nominal de 0,8% face ao ano anterior, e o valor das importações de bens aumentou 1,5%, totalizando 61.243 milhões de euros”.

A balança comercial de bens atingiu um saldo negativo de 11.221 milhões de euros, o que representa um aumento do défice em 510 milhões de euros face ao ano anterior.

PD // JNM – Lusa/fim

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