Praia, 06 mar (Lusa) – O músico e ex-ministro cabo-verdiano da Cultura Mário Lúcio Sousa lança este mês um novo disco, intitulado “Funanight”, uma homenagem ao funaná, género musical do arquipélago.

“Funanight” é o quinto álbum a solo de Mário Lúcio Sousa, músico, compositor e escritor natural do Tarrafal de Santiago, depois de “Mar e Luz” (2004), “Ao Vivo e Aos Outros” (2006), “Badyo” (2008) e “Kreol” (2010).

Em nota de imprensa, Mário Lúcio revelou que o novo trabalho é uma “’viagem-homenagem’ ao funaná e aos seus mestres, nos seus mais diversos estilos, e que vai também ao encontro da ‘world music'”.

“Este disco é a minha memória do funaná, o meu percurso, desde a minha infância no Tarrafal, até ao bairro de Achada Mato, onde hoje moro, um autêntico laboratório dessa música”, adiantou o músico, que, entre 2011 e 2016, foi ministro da Cultura de Cabo Verde.

Funaná é um género musical cabo-verdiano tocado com gaita (acordeão diatónico) e um ferrinho, que nasceu na ilha de Santiago por volta do século XIX, tendo sido o primeiro a ser dançado aos pares, conforme Mário Lúcio.

O disco chega ao marcado discográfico no dia 15 de março, mas uma das músicas já pode ser ouvida nas rádios – trata-se de “Tema de Minis Funaná”, gravada num estúdio no Rio de Janeiro, no Brasil.

O novo álbum, cuja apresentação ao público acontece no dia 24 de março, na cidade da Praia, já está disponível para pré-venda ‘online’.

Desde muito cedo no mundo da música, Mário Lúcio é o fundador do grupo cabo-verdiano Simentera, com quem gravou quatro discos: “Raiz” (1995), “Barro e Voz” (1997), “Simentera” (1999), “Tr’aditional” (2002).

É também escritor, tendo publicado, entre outras obras, “Os Trinta Dias do Homem Maïs Pobre do Mundo”, que foi Prémio do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, “O Novíssimo Testamento”, Prémio Carlos de Oliveira, Portugal, e “Biografia do Língua”, Prémio Miguel Torga – Cidade de Coimbra 2015.

RYPE // MAG – Lusa/Fim
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