Macau, China, 14 set (Lusa) – O chefe do Executivo de Macau, de visita a Lisboa, jantou na terça-feira com jovens da região administrativa especial chinesa a estudar em Portugal, que apontaram para a falta de professores de Direito em Macau.

Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social do Governo do território, hoje divulgado, Chui Sai On ofereceu um jantar a uma centena de estudantes de Macau, em que destacou a importância de dominar diferentes línguas, mencionando em particular a área do Direito.

Para Chui, “o processo de aprendizagem e estágio”, em locais como Portugal e China, “afeta a formação das jurisprudências”.

Por seu lado, os estudantes, que frequentam o ensino superior em Portugal, “reiteraram a falta de professores de Direito em Macau”, segundo o mesmo comunicado.

O líder do Governo justificou a situação por, antes da transferência de poderes de Portugal para a China, a Faculdade de Direito da Universidade de Macau “não ter adquirido maturidade suficiente”, registando “falta de professores e membros na equipa de investigação”.

No entanto, disse Chui, a qualidade da Universidade de Macau tem vindo a aumentar, fazendo “votos que a instituição possa criar um grupo de professores qualificados”, já que se encontra em processo de recrutamento de um novo diretor para a Faculdade de Direito.

O líder do Governo de Macau frisou que “o objetivo principal é que a Universidade de Macau possa formar talentos jurídicos adequados ao sistema legal praticado na RAEM [Região Administrativa Especial de Macau]”.

O Direito em Macau é de matriz portuguesa e o português é um dos dois idiomas oficiais do território.

Durante a visita a Portugal, Chui Sai On comprometeu-se a reforçar o ensino do português em Macau e reafirmou a sua vontade de tornar a cidade um centro de difusão da língua portuguesa na China.

ISG // MP – Lusa/fim
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