O motivo da mudança viria da origem inglesa da palavra “paralympic”, que se funde com o início do termo “paraplegic” e com o final de “olympics”, designando assim o atleta paralímpico.

Por conta disso, o SRZD procurou saber se a mudança é válida de acordo com as regras da língua portuguesa. Para Helena Hawad, professora do Departamento de Letras da PUC-Rio, gramaticalmente o termo é “completamente descabido”, chegando a ser “bizarro”.

“Não tem fundamento a tentativa de aproximar (a língua portuguesa) com a língua inglesa, que tem características diferentes. São esforços diferentes em vão, já que só essa palavra vai estar em inglês e todo o resto do texto em português”, explicou.

“Você suprime e cria o ‘límpico’, que não é nada”, completou.

Ainda na opinião da professora – embora ela entenda que a mudança não tem base – a nova grafia para os jogos olímpicos para deficientes deve ser mantida, podendo até sumir do dicionário no futuro.

“Devido ao movimento da mídia, que aceitou a nova palavra, ela deve ser aceita. Daqui a pouco ninguém vai discutir mais o que é certo ou o que é errado”, concluiu. Ler o artigo completo.

Observatório da Língua Portuguesa
autores Observatório da Língua Portuguesa

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