“O meu pai foi dar aulas de música para Portugal, apaixonou-se pelos Açores e decidiu ficar. Eu não sabia falar uma palavra em português, mas rapidamente aprendi na escola, era um dos melhores alunos”, recorda, num português impecável.

Depois da escola açoriana, foi estudar para o Porto, onde estou música e letras.

“Em 2006, aceitei o desafio de representar uma empresa portuguesa de imobiliário em Moscovo. Era a primeira vez que visitava a capital russa”, declara Stanislav à Lusa.

“Paralelamente, estudei relações económicas internacionais em Moscovo, deixando para melhores dias a música”, acrescenta.

Quando estudava no Porto, Stanislav Mikos, dava aulas de português a professores russos que chegavam a Portugal para lecionar em universidades e institutos superiores portugueses, mas nunca lhe passou pela cabeça a ideia de criar uma escola de língua portuguesa em Moscovo.

“Em 2008, devido à crise financeira, o negócio do imobiliário terminou, mas, antes, eu já tinha começado a criar a escola de português. A ideia partiu da diplomata portuguesa Graça Pereira, que me dizia que a embaixada recebia frequentemente telefonemas de pessoas que queriam saber onde se podia estudar a língua de Camões”, precisa.

Foi assim que surgiu a ideia de criar um local para dar aulas de português.

“A partir daí, foi sempre crescer. Começámos com oito alunos e fiquei muito surpreendido com a grande procura que gozava o ensino da língua portuguesa na Rússia. Como a maioria dos nossos alunos são empresários, funcionários de empresas, as aulas têm lugar à noite e no fim de semana”, acrescenta.

Stanislav Mikos já não se recorda de quantos alunos passaram pela escola, que, mais tarde, se transformou no Centro Cultural Português em Moscovo, mas tem a certeza de que “foram já mais de mil”.

“Presentemente, a escola é frequentada por 110 alunos, mas a tendência é para esse número aumentar”, conclui.

JM // VM.

Lusa/Fim



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