6 March 2021
O escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho foi hoje distinguido com o doutoramento ‘honoris causa’ da Universidade de Aveiro (UA) "pelo seu percurso académico de reconhecido mérito e, em simultâneo, de criador artístico, enquanto escritor".

Escritor moçambicano distinguido com doutoramento ‘honoris causa’ da Universidade de Aveiro

A distinção, que aconteceu durante a cerimónia comemorativa do 39.º aniversário da UA, contou com a presença da vice-ministra da Educação de Moçambique, Leda Florinda.

O escritor e historiador moçambicano foi apadrinhado pelo seu conterrâneo Eugénio Lisboa, que sublinhou que o homenageado “nada tem a aprender com ninguém e muito tem a inspirar quem o ler”.

“João Paulo Borges Coelho é de uma assentada historiador – logo investigador – fabulista, mestre contador de histórias e grande escritor, isto é, de uma impressionante mestria de escrita”, descreveu o ensaísta e crítico literário moçambicano.

Eugénio Lisboa adiantou ainda que, com esta distinção, a UA “não se limita a coroar a obra já feita, antes aposta, com convicção, na obra futura que o talento e o poder criador de João Paulo Borges Coelho continuam a prometer”.

João Paulo Borges Coelho, de 57 anos, nasceu no Porto, mas cedo foi viver com os pais para Moçambique, adquirindo a nacionalidade deste país.

Doutorou-se em História Económica e Social pela Universidade de Bradford, no Reino Unido, e tem uma licenciatura em História, pela Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo (Moçambique), onde dá aulas.

O escritor e historiador tem dedicado o seu trabalho académico à investigação das guerras colonial e civil em Moçambique.

Para além da história, João Paulo Borges Coelho abraça, desde há alguns anos, um projeto literário baseado na construção ficcionada de realidades presentes e passadas de Moçambique, um trabalho que empreende sempre com a ajuda da bagagem científica que carrega.

A sua bibliografia compreende já nove volumes, a maior parte dos quais de ficção, destacando-se no panorama das literaturas do espaço da lusofonia.

O seu primeiro livro, “As duas sombras do rio”, foi lançado em 2003.

A este, seguiu-se “As visitas do Dr. Valdez”, um romance que ganhou a edição de 2005 do prémio literário José Craveirinha.

Em 2009, o autor ganhou a segunda edição do prémio Leya com o livro “O olho de Herzog”.

JYDN // HB

Lusa/Fim

Fotos: LUSA – João Paulo Borges Coelho e Universidade de Aveiro

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