Para o professor e autor do livro Comércio Internacional e Legislação Aduaneira, Rodrigo Luz, o atual momento de instabilidade financeira deve ser levado em consideração. “A Venezuela está em crise e isso leva a um protecionismo maior. Quando decidiram entrar no Mercosul, estavam em um momento melhor. Talvez o ânimo tenha diminuído no quesito de derrubar barreiras, o que pode gerar atrasos nas destravações comerciais”, analisou.

Um dos maiores interesses do governo brasileiro é a aplicação da tarifa externa comum (TEC) pelo governo venezuelano. Os sócios do bloco têm direito a um número limitado de produtos com tarifas reduzidas. A lista deve ser de 200 itens com taxas menores de importação, com isso, quem está dentro do Mercosul tem vantagem para vender, o que garante acesso de novos exportadores. No entanto, a Venezuela ainda não informou até o momento como irá cumprir os compromissos com o bloco.

O presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Rubens Barbosa, avalia com cautela a entrada do novo membro. “A Venezuela precisa cumprir o protocolo de adesão, para o Brasil ter efeitos positivos comercialmente. Resta saber quando será cumprido, pode ser rápido ou levar anos”, explica. Segundo ele, ainda não é possível vislumbrar os efeitos das destravações comerciais para o Brasil. Ler o artigo completo (Portugal Digtal)

 

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