O curso é organizado pelo Centro de Estudos Portugueses da universidade e é apoiado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), esclarece o diretor do centro, Frank Sousa.

“Fomos o primeiro curso que surgiu no país, em 1994, e neste momento há cursos semelhantes em vários estados, o que nos enche de orgulho”, diz Frank Sousa.

“Somos conhecidos a nível nacional por ser um curso muito exigente. Durante cinco semanas, comprimimos o programa de um ano. Os alunos têm uma carga horária de 8 a 9 horas e cinco cadeiras diferentes”, explica o responsável, acrescentando que “este ano, pela primeira vez, os alunos têm a possibilidade de fazer três das cadeiras online.”

Frank Sousa diz que “cerca de metade dos alunos são luso-americanos que querem melhorar o seu português, outros são investigadores que estudam temas relacionados com países lusófonos, empresários que têm clientes que falam português e outros são apenas curiosos.”

O professor garante que “apesar das dificuldades, o ensino do português nos EUA está numa boa fase.”

“É uma das poucas línguas que tem crescido todos os anos, segundo as estatisticas da Modern Language Association. Ao contrário do francês ou do alemão, que têm descido, temos crescido sempre entre 5 e 10%”, diz.

“Gostava de dizer que este crescimento se deve à maravilhosa situação de Portugal, mas sabemos que não é verdade. É, sobretudo, motivado pelo crescimento económico do Brasil e pelo aumento do seu poder político em toda a América latina”, explica Frank Sousa.

Além da componente letiva, o curso de Verão promove uma série de eventos culturais, como o Portuguese and Lusophone Film Series, um festival de cinema apoiado pelo Instituto Camões em que participa sempre um realizador português. Este ano, Vanessa S. Dias apresentou o seu documentário “Um filme Português.”

AYS // PJA – Lusa/Fim

Foto: alunos da Escola Secundária Gabriel Pereira, 16 de junho de 2013. NUNO VEIGA/LUSA

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