Em declarações à Angop, referiu ser preocupante a dificuldade que as crianças residentes em áreas suburbanas, têm no tocante a inserção no processo de aprendizagem nestas províncias, porquanto as aulas são ministradas essencialmente em Língua Portuguesa.

Segundo disse, nestas províncias é prioritário aprimorar-se o domínio das línguas nacionais, por formas a formar-se as crianças desde a primeira classe na sua língua materna, visando colmatar a interferência de línguas estrangeiras, nas zonas fronteiriças, neste processo de aprendizagem.

Grande parte destes alunos, acrescentou, habitam e estudam em zonas agrícolas, e têm a necessidade de aprender nas línguas nacionais que dominam, estando a língua portuguesa reservada como segunda opção, porque a medida que vão aprendendo a ler e a escrever aprendem também a língua oficial.

Para o director do INIDE, dada a necessidade de disseminação das línguas nacionais em todo país e no sistema de ensino, escolheu-se a 1ª, 2ª e 3ª classes por serem onde as crianças começam a aprender e ter contacto com a realidade formativa.

“Serão ministradas as línguas que já estão trabalhadas gramaticalmente e que o seu vocabulário e estatuto já foi aprovado pela Assembleia Nacional, pelo que foi dividido o país em região linguística para a implementação do projecto piloto: Umbundu na província do Huambo, Kimbundo, no Kwanza Norte, Kikongo, no Zaire, Kwanhama, no Cunene, Yaneka, na Huíla, Chokwe, na Lunda Sul e Nganguela, no Kuando Kubango”.

De acordo com David Chivela, para o êxito do processo é necessário que os formadores tenham agregação pedagógica e metodologias de ensino, daí o Ministério da Educação ter enviado para a África do Sul, 40 técnicos que no seu regresso ao país terão a missão de disseminar a formação para outros docentes.

 

FONTE: Angop

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