28 February 2021
Escola na aldeia dos Rabelados, Espinho Branco, Ilha de Santiago, em Cabo Verde, 7 de fevereiro de 2009. OMAR CAMILO/LUSA

Ensino bilingue em cabo Verde

Num momento em que as declarações da Ministra da Educação sobre o ensino do português como língua não materna gera debate nas redes sociais, as segundas Jornadas de Língua Portuguesa, Investigação e Ensino que decorreram na cidade da Praia recomendam o aprofundamento do modelo de ensino bilingue no país e reforçar a formação de professores para a melhoria da eficiência do ensino neste quadro. Foram feitas declarações que mostram que o ensino bilingue que decorre em fase experimental, está a produzir resultados considerados “satisfatórios”.

As turmas de ensino da língua materna cabo-verdiana duplicaram num espaço de dois anos, uma experiência que as autoridades locais dizem que ajuda os alunos a melhorar o seu desempenho e a ter a consciência da identidade cabo-verdiana. A introdução do crioulo nos currículos escolares aconteceu no ano lectivo de 2013/2014 em duas escolas-piloto na ilha de Santiago, mas foi alargado a oito escolas, mais duas na ilha de Santiago e duas na ilha de São Vicente. O alargamento permitiu também aumentar o número de professores, que agora são 10 e também de alunos, que neste momento são 150.

Os participantes das Segundas Jornadas de Língua Portuguesa, Investigação e Ensino estiveram a debater várias temáticas relacionadas com modelos de ensino bilingue e práticas de educação plurilingue, entre outras.

De acordo com a Directora da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa, Amália Melo Lopes, as jornadas foram também uma oportunidade para importantes trocas de experiência. Ler o artigo completo.

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