A linguista e professora universitária, Dora Pires realça o facto de o ensino bilingue permitir que as crianças desenvolvam a sua capacidade de dominar as duas línguas.

“Porque, conhecendo as duas línguas, com a gramática de cada uma, a estrutura de cada uma, isso implicará o afastamento de cada uma e diminuirá, por certo, as interferências que nós temos”, explica.

Nas escolas em Santiago, onde já funciona o ensino bilingue, os alunos falam e escrevem a variante local. Em São Vicente, está-se a alfabetizar os alunos na variante de Barlavento, utilizado no dia-a-dia. Nesse contexto, a linguista chama ainda a atenção para a necessidade de se trabalhar, paulatinamente, a padronização da escrita da língua materna.

“Tentar unificar, para que todos os cabo-verdianos possam ter o mesmo padrão para a escrita. A oralidade é individual, mas para a escrita devemos trabalhar para a padronização da língua cabo-verdiana”, recomenda.

O ensino bilingue foi implementado em Cabo Verde no ano lectivo 2013/2014. Inicialmente, o projecto foi efectivado em duas escolas básicas na ilha de Santiago. Neste momento, segundo a directora nacional da educação, Margarida Santos, o Ministério da Educação está a preparar a continuidade, no ano lectivo 2016-2017, do ensino bilingue, em outros moldes. Ler o artigo completo.

Arquipélago de Cabo Verde

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