As sessões, que duram entre 60 a 90 minutos, colocam crianças dos seis aos 16 anos frente a engenheiros, biólogos ou físicos, que lhes explicam o seu trabalho, contam o percurso académico e profissional e fazem pequenas demonstrações práticas.

“Funciona como o “speed-dating”: são divididos por grupos pequenos e vão rodando por diferentes mesas. Resulta bem porque assim permite uma maior interação”, explicou Tatiana Correia, uma das promotoras da iniciativa, através da associação Native Scientist.

O objetivo, explicou, é “tentar incentivá-los a falar a língua materna, a qual nem sempre querem falar. O contacto com cientistas cria um entusiasmo que os desinibe. E aprendem conceitos que de outra forma seria difícil conhecerem em português, como bactéria ou neuróticos”.

A Native Scientist é uma organização sem fins lucrativos criada por Tatiana Correia, física, e Joana Moscoso, microbióloga, para combater a exclusão social das comunidades bilingues no Reino Unido, procurando estimular o interesse pelas ciências e pelas línguas maternas.

À disposição tem mais de 30 voluntários, sobretudo cientistas portugueses expatriados, aos quais se juntaram recentemente também vários enfermeiros.

As próximas sessões serão a 10 de fevereiro, 13 e 19 de março e vão alargar-se a quatro escolas, abrangendo no total mais de 100 crianças de origem lusófona que frequentam cursos de língua portuguesa em regime extracurricular.

A iniciativa foi criada e premiada em 2012 pela universidade Imperial College Business School e a UnLtd, uma entidade que promove empreendedorismo social, e pretende alargar-se em breve a comunidades bilingues espanholas.

BM // VM – Lusa/Fim

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