1 March 2021
A rede pública de radiodifusão alemã Deutsche Welle (DW) anunciou hoje que vai manter as emissões em português para África e reformulá-as a partir de dia 27, ao contrário do que tinha dito no início do ano.

Emissora alemã DW volta atrás e mantém emissões em português para África

“O novo programa centra-se na informação atual para os cinco países lusófonos em África: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”, afirmou em comunicado a diretora de programas da DW, Gerda Meuer.

“A emissora internacional da Alemanha irá transmitir duas vezes por dia, de segunda a sexta-feira, emissões de 20 minutos cada que abordam acontecimentos internacionais, desenvolvimentos relevantes em África e temas importantes da Alemanha”, referiu.

Por outro lado, “O Contraste”, um programa de informação de fundo, “será emitido futuramente aos feriados dentro do programa de 20 minutos, pois deixa de haver emissões aos sábados e domingos a partir de 26 de outubro”.

A DW sublinhou ainda que vai continuar a distribuir programas através da rede de rádios parceiras, aplicações móveis e através da página na Internet em www.dw.de/portugues.

“Mais de 25 parceiros retransmitem programas na íntegra em África, entre os quais 14 emissoras de FM em Moçambique”, acrescentou.

A partir de 27 de outubro haverá também uma aposta “no diálogo com os utilizadores” da página da rádio alemã na Internet e um reforço também da presença nas redes sociais.

A 21 de janeiro, a direção da Deutsche Welle tinha anunciado o fim das emissões em português para África e da respetiva presença ‘online’ a partir de 01 de janeiro de 2015.

O anúncio de que o serviço vai manter-se acontece um dia antes de a DW festejar 60 anos de emissões em língua portuguesa (que se assinalam a 3 de outubro).

No comunicado de hoje, a emissora faz referência a um estudo realizado em Moçambique pelo departamento de pesquisas da DW e segundo o qual 21 por cento do público-alvo ouve pelo menos uma vez por semana a DW em português.

LFO // APN – Lusa/fim

Foto. O rádio a pilhas é um instrumento de democratização num país como a Guiné-Bissau.  RICARDO BORDALO/LUSA

 

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