Os CTT lançam hoje, dia 28 de outubro de 2015,  uma emissão filatélica que assinala os 500 anos da chegada dos portugueses a Timor-Leste, recuperando imagens do modo de vida do povo timorense naquela altura, divulgaram hoje os Correios de Portugal.

Segundo o comunicado dos CTT, “esta emissão é composta por dois selos e um bloco filatélico. Um selo com o valor facial de 0, 80 cêntimos e uma tiragem de 115.000 exemplares; e outro selo com o valor facial de um euro e uma tiragem de 165.000 exemplares. O bloco filatélico tem o valor de 2, 50 euros e uma tiragem de 40.000 exemplares”.

De acordo com o comunicado, um dos selos dessa emissão, designada por “Portugal e Timor-Leste – 500 Anos”, “mostra-nos um pormenor em desenho da costa norte da Ilha de Solor”.

O caravela Bartolomeu Dias chega a Lisboa, vindo de Leixões, a 13 de Agosto de 1987. ANTONIO COTRIM / LUSA
O caravela Bartolomeu Dias chega a Lisboa, vindo de Leixões, a 13 de Agosto de 1987.
ANTONIO COTRIM / LUSA

“Esta pequena ilha, que na segunda metade do século XVI foi ocupada sobretudo por missionários dominicanos, serviu de base às atividades empreendidas em Timor. A importância desta ilha para os interesses portugueses na região encontra-se testemunhada na carta de Fernão Vaz Dourado, datada de 1576”, sublinhou a nota.

De acordo com o comunicado dos CTT, “a Casa de Lantau é apresentada noutro selo, uma casa muito importante na cultura timorense que carrega consigo diversos simbolismos”.

O bloco filatélico, segundo os CTT, “mostra uma miniatura de casa timorense, feita em tiras de palma, uma imagem da Coleção do Museu Nacional de Etnologia”.

“Entre 1512 e 1513, o piloto Francisco Rodrigues, foi o primeiro português a cartografar a ilha tendo-a identificado como ‘a ilha de Timor onde nasce o sândalo’, uma informação preciosa sobre a ilha e sobre esta madeira tão importante no tráfico comercial, muito apreciada na China e na Índia”, lê-se no documento.

“O interesse no comércio de sândalo fez com que os portugueses começassem a frequentar de forma organizada, a partir de 1515, a ilha de Timor”, sublinha a nota.

As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas dos CTT dos Restauradores (Lisboa), Município (Porto), Zarco (Funchal), e Antero de Quental (Ponta Delgada), de acordo com o comunicado.

CSR // EL – Lusa/fim
Bandeira Dona Maria

Mas é quase um milagre que algo do século XIX, que já esteve escondido em buracos em vários pontos de Timor-Leste ainda esteja neste estado. Ou que sequer exista.

Observatório da Língua Portuguesa
AUTOR: Observatório da Língua Portuguesa

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