A Sala de Emprego dessa segunda-feira (10) mostra a importância de falar bem o português. Os erros com a língua são os mais comuns nas entrevistas de emprego e prejudicam muitos candidatos. De cada dez, quatro são desclassificados logo nas primeiras etapas dos processos seletivos por não dominarem o português.

O processo de seleção para disputar uma vaga de vendedor em uma loja de celular inclui uma prova de português.  A prova tem questões de múltipla escolha e questões abertas sobre concordância, regência e ortografia.

“Dá uma visão de qual a base que o candidato teve no ensino da língua portuguesa.
Se não teve uma base sólida o suficiente para que se expresse bem, ele não vai desenvolver bem o seu trabalho”, analisa o psicólogo Robson Barbosa, diretor de operações da empresa.

As empresas estão mais exigentes. O coordenador do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), Rafael, conta que no passado, teste de português era exigido apenas para candidatos a vagas de trabalho direto com o público, como atendente de call center. Hoje, as coisas mudaram: “Engenharia, tecnologia da informação, atualmente todos os cursos exigem um bom português”.

O ditado também tem sido usado nos processos seletivos para testar os conhecimentos de português. Para conquistar a vaga de estágio em uma empresa de São Paulo, por exemplo, o candidato não pode errar mais que sete palavras.

A candidata Nazara Christine foge das estatísticas: no teste de ditado, acertou 26 entre 30 palavras. Não foi a primeira vez: em outro teste para estágio tirou uma nota boa em português e conseguiu a vaga. “É muito importante ler. Quando era mais nova, eu era muito ruim em português e minha mãe exigia muito que eu lesse. Com certeza me ajudou muito na hora de fazer uma redação”, analisa. Ler o artigo completo.

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