7 March 2021
O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reconheceu hoje que a dispersão regional dos Estados-membros é “um desafio colossal”, mas também “uma fonte de oportunidades”.

Dispersão regional na CPLP é “desafio colossal” e “fonte de oportunidades”

Durante a intervenção na terceira edição da Conferência da Lusofonia, organizada pelo Círculo de Reflexão Lusófona, que decorre hoje na Assembleia da República, em Lisboa, Murade Murargy abordou o tema da “realidade multipolar” da CPLP.

O secretário executivo sublinhou que a pertença dos Estados-membros da CPLP a várias organizações regionais não é “obstáculo intransponível à integração económica” no espaço lusófono.

Murargy defendeu ainda a expansão do acesso aos mercados regionais que convivem no espaço da CPLP – português, brasileiro, angolano, moçambicano, cabo-verdiano, guineense, são-tomense e timorense.

Impõe-se, porém, identificar “objetivos e prioridades”, frisou, dando como exemplo a decisão dos membros da CPLP em “focalizar a cooperação económica em ‘clusters’ de desenvolvimento”.

Entre os oito membros da comunidade, “Portugal e Brasil poderão dar importantes contributos” aos restantes seis “nos domínios da capacitação”, acrescentou.

Ler intervenção do Secretário Executivo, Murade Murargy

SBR // VM.

Lusa/Fim

Murade Murargy, Secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Foto LUSA

 

Foto: Joaquim Chissano, ex-Presidente de Moçambique (D), e José Ramos Horta, ex-Presidente de Timor Leste, participam na III Conferência da Lusofonia que aborda o tema da CPLP como “Polo à Escala Global” realizada no Auditório da Assembleia da República, Lisboa, 8 de janeiro de 2013. TIAGO PETINGA/LUSA




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