Seja sincero: você realmente sabe do que se trata a bebida a caminho quando o maître lhe sugere – e até o faz aceitar – um charmmat ligeiro em vez de um champegnoise para o espumante? Aliás, você sabe o que é um vinho ligeiro? Sim, os termos inerentes e decorrentes do universo do vinho fazem parte não só do dia a dia de enófilos, enochatos, críticos, profissionais e especialistas, mas também do público em geral cada vez mais em convivência com o vinho.

Obra de musculatura (568 páginas), editada pela Companhia Editora Nacional, acaba de ser lançada no Brasil uma publicação que chega com status de definitiva. Seu próprio título, sucinto e sem adjetivações, resume sua natureza infinitiva: Dicionário do vinho. Seis anos de trabalho e 17 mil verbetes depois, o livro de Maurício Tagliari e Rogério de Campos estreou com o aval de alguns dos grandes atores do vinho contemporâneo. “Uma verdadeira enciclopédia”, definiu-lhe o enólogo português Luís Pato. “A ferramenta ideal para acompanhá-lo, pelo seu lado prático, divertido e preciso”, elogiou o vinicultor francês Joseph Drouhin.

Os próprios autores, interessados e ainda carentes de fontes à época, precisavam de uma ferramenta do tipo. “Sentia falta de um livro que organizasse as informações”, lembra Tagliari.

A obra tem a rara e elogiável ambiguidade de dialogar bem tanto com experts como com iniciantes. “Nos países tradicionalmente produtores, a literatura é mais voltada apenas para seu próprio universo. Faz sentido se pensar num dicionário mais acessível no Brasil, nossa cultura vitivinícola ainda é jovem e há interessados comprando livros com termos complicados”, diz o autor

>>>>>>>>>>>>>>

Dicionário do vinho, de Tagliari & Campos, da Cia Editora Nacional, por R$ 115, em média

 

FONTE: Terminómetro

Partilhar