Parlamento criou grupo de trabalho para verificar resultados da aplicação do Acordo Ortográfico. Academia de Ciências vai também analisar alterações introduzidas na Língua Portuguesa.

A comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto aprovou a criação de um grupo de trabalho para a avaliação do impacto da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. O requerimento foi apresentado pelo PSD e aprovado com a abstenção do PS.

Os deputados aprovaram ainda, desta feita por unanimidade, a proposta do Bloco de Esquerda para uma audição do presidente da Academia de Ciências de Lisboa (ACL), Artur Anselmo, naquela comissão.

Em declarações à Agência Lusa, o deputado social-democrata José Carlos Barros afirmou que a proposta de criação deste grupo de trabalho surgiu pelos recentes alertas da Academia, os quais referiram “a necessidade de aperfeiçoar as bases do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90)”.

Gerou instabilidade ortográfica, que não estabelece uma ortografia única e inequívoca, que deixa várias possibilidades de interpretação, em muitos casos”, referiu o deputado, relatando as dúvidas da ACL.

De acordo com o deputado, o PSD continua a ser a favor do objetivo de ordem política, que “é o de reforço da Língua Portuguesa e que nunca esteve em causa”.

O Acordo Ortográfico tinha dois objetivos. Um de ordem política, que era no âmbito da Língua Portuguesa e que sempre foi relativamente consensual, que tem a ver com o papel de reforçar o papel da Língua Portuguesa como uma língua de comunicação internacional. O outro objetivo é de ordem técnica, que é a definição de uma base ortográfica comum”, explicou José Carlos Barros.

Dúvidas da Academia

A constituição do Grupo de Trabalho deve ser abordada numa reunião da comissão parlamentar, que acontecerá na próxima semana, e a audição do presidente da ACL, onde têm surgido dúvidas sobre a eficácia do Acordo Ortográfico, não está ainda agendada. Ler o artigo completo.

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