26 February 2021
Paulo Portas destacou o valor económico da língua portuguesa e que sublinhou que a lusofonia é prioridade da política externa portuguesa, “a língua falada em quatro continentes por quase 300 milhões de habitantes” é um fator de desenvolvimento que pode ter mais relevância no futuro.

CPLP sem “atropelos” nem “ciúmes” é oportunidade de crescimento

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse hoje no XXII Encontro dos bancos centrais dos países de língua portuguesa que a CPLP sem “atropelos” nem “ciúmes” é uma oportunidade de crescimento para todos.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, que destacou o valor económico da língua portuguesa e que sublinhou que a lusofonia é prioridade da política externa portuguesa, “a língua falada em quatro continentes por quase 300 milhões de habitantes” é um fator de desenvolvimento que pode ter mais relevância no futuro.

“Os países da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] encerram muitas geografias e afinidades. Não devemos ver isto como um risco nem ter qualquer sentimento de ciúme, devemos ver isto como oportunidades de crescimento” afirmou Paulo Portas no encerramento do XXII Encontro dos bancos centrais dos países de língua portuguesa que decorreu hoje em Lisboa.

“Se nos soubermos compreender uns aos outros e não nos atropelarmos, o fator CPLP vai ganhar escala”, disse Paulo Portas que lembrou igualmente à cooperação portuguesa com os países africanos de língua portuguesa.

Ao referir-se aos atuais valores da cooperação portuguesa com os países africanos de língua portuguesa (0, 29 por cento do Produto Interno Bruto português), Portas afirmou que não é preciso ter muitos projetos “pequeninos” mas sim, menos projetos “mas mais importantes”.

Portas sublinhou os projetos de ajuda ao desenvolvimento, “que dentro da margem possível devem ser olhados como afirmação, manutenção e reinvenção das parcerias com os países de língua portuguesa”, e destacou a “definição de políticas macroeconómicas para o desenvolvimento” e questões relacionadas com “a exploração de recursos naturais”.

Paulo Portas considerou que Portugal faz “a ponte” entre a CPLP e a Europa, “a maior economia do mundo”, e que o Brasil, “ao ser a potência que é no espaço latino-americano, constitui para os outros países da CPLP uma grande oportunidade”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse ainda que o continente africano, se beneficiar da estabilidade e de instituições sólidas, pode originar “exemplos de sucesso económico nas próximas décadas”.

“Todos conhecem o potencial de Angola, sendo uma potência regional, todos sabem a importância de Moçambique, todos conhecem a avaliação das instituições internacionais sobre a governança de Cabo Verde e todos sabem as ligações que mantemos com São Tomé e Príncipe”, disse Paulo Portas, que disse ainda que “todos” querem respeito pela “constituição e diálogo político na Guiné-Bissau”.

Finalmente, ao referir-se à atual situação económica de Portugal, Portas afirmou que “as lições aprendidas com a crise são relevantes para os países lusófonos. São da maior importância para todos”.

PSP // HB

Lusa/fim

 

Foto: LUSA – Vista geral dos chefes de estado e de governo dos estados membros da Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa, durante a Cimeira Constitutiva da CPLP, que decorreu no Centro Cultural de Belem a 17 de Julho de 1996. JOAO PAULO TRINDADE / LUSA

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