7 March 2021
"A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem que fazer um grande esforço para resgatar Timor com esses jovens e ensiná-los. Nós temos que mandar professores para lá", disse Murade Murargy, secretário-executivo da CPLP.

CPLP quer investir mais no ensino da língua portuguesa em Timor-Leste

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) quer investir mais no futuro da língua no Timor-Leste. A informação é do novo secretário-executivo do bloco, o diplomata moçambicano Murade Murargy.

Em entrevista à Rádio ONU, o ex-embaixador moçambicano em Brasília afirmou que os países lusófonos precisam ajudar com o ensino do português para os jovens timorenses. A medida pretende apoiar os esforços das autoridades do Timor para aumentar a presença do idioma nesta faixa etária.

“A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem que fazer um grande esforço para resgatar Timor com esses jovens e ensiná-los. Nós temos que mandar professores para lá. O Brasil, Portugal, todos nós, de forma que o português não se perca. Nós temos Goa, Damão e Diu (na Índia) que eram antigas colônias portuguesas e que perderam (a língua portuguesa). Era um enorme patrimônio que estava ali ou que está ali. E podíamos ter feito programas mais ousados para resgatá-los (no ensino da língua portuguesa) e trazê-los para a Comunidade.”

Após a restauração da independência do Timor-Leste, em 2002, da vizinha Indonésia, o país começou a receber professores de português para treinar os mais jovens que aprenderam o indonésio desde meados dos anos 70, quando os portugueses deixaram o Timor.

Antes da declaração da CPLP e durante os debates da Assembleia Geral, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, disse que o país está no rumo certo para afirmar o português, e que precisa de mais professores.

“Nós sacrificamos uma geração porque durante os 24 anos de ocupação, os indonésios proíbiam escolas de português, proíbiam falar português então estamos neste desafio de proporcionar o ensino da língua desde os primeiros bancos da escola. Temos dificuldades de formação imediata, e em grande escala, de professores. Este assunto é um assunto de longo prazo”.

De acordo com o último censo, no Timor-Leste, cerca de 30% dos habitantes do país falam a língua portuguesa. Ler o artigo completo.

 

Foto: LUSA (29/04/2012)

Também poderá gostar

Sem comentários