7 March 2021
O antigo Presidente da República Jorge Sampaio considerou hoje que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) “podia aproveitar melhor” o fato de ter uma língua comum, defendendo mais políticas concertadas de cooperação para o desenvolvimento.

CPLP “podia aproveitar melhor” vantagem de ter uma língua comum

“Na CPLP, podemos aproveitar melhor o fato de termos uma língua comum, com a revitalização destes fóruns em torno de uma agenda forte com prioridades comuns, da língua aos oceanos, da cooperação à investigação, e isso podia ser portador de mudanças reais na vida de milhares ou milhões de pessoas”, disse o antigo chefe de Estado na sessão de abertura das Conferências de Lisboa, que decorre hoje e quinta-feira na capital portuguesa.

A complementaridade de recursos, de instrumentos e de capacidades que existe no espaço da CPLP e de outros organismos similares obriga a “políticas concertadas de cooperação para o desenvolvimento movidas pela luta contra as desigualdades e que garantam que os jovens consigam ter acesso a mais oportunidades”, sendo crucial o desenvolvimento de “um novo paradigma da cooperação”, concluiu.

Na intervenção, Jorge Sampaio passou em revista algumas das suas reflexões sobre o desenvolvimento e os grandes problemas que o mundo enfrenta, sublinhando a importância da “cooperação regional, onde há tanto por fazer”, da apreensão que sente com a falta de solidariedade não só entre as gerações, mas também entre os mais ricos e os mais pobres.

A este propósito, salientou que os 85 multimilionários apontados pela Oxfam detêm o mesmo valor que os 50% mais pobres da população mundial, o que significa, disse, que “85 pessoas têm os mesmos recursos que os 3, 5 mil milhões de pessoas”.

MBA // APN – Lusa/Fim


Foto: O ex Presidente da República, Jorge Sampaio, durante a apresentação da sua biografia na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Outubro 2012. JOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

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