Matosinhos, Porto, 21 jan (Lusa) – A Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) realiza em Maputo, Moçambique, nos dias 18 e 19 de outubro a 1.ª Conferência Económica do Mercado CPLP, destacou hoje, em Matosinhos, o vice-presidente daquele organismo.

Numa apresentação integrada no primeiro dia da FIN 2017 – Feira & Fórum Internacional de Negócios – China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola, evento organizado pela Associação de Jovens Empresários Portugal-China e pela Federação Sino PLPE (Países de Língua Portuguesa e Espanhola), Tiago Mendonça falou da importância da conferência que a CE-CPLP se propõe a organizar, estando já prevista a repetição no Brasil em 2018 e em Portugal em 2019.

“É uma conferência para partilha de experiências, uma conferência de trabalho, algo muito importante para apoiar o novo e ambicioso projeto dos países de língua portuguesa, o Mercado CPLP”, referiu o vice-presidente da CE-CPLP, revelando destaques do programa.

mocambique

Tiago Mendonça adiantou que foram constituídos grupos de trabalho que ficarão responsáveis pela pesquisa e produção de conteúdos, assim como pela definição e priorização de projetos e, à margem da sessão, desenvolveu à Lusa o objetivo desta conferência.

“Queremos contribuir para que haja melhor liberdade de circulação de pessoas, bens, capitais e serviços dentro dos países da CPLP. Os países têm a ganhar com isso, bem como as empresas. E acreditamos que se queremos as coisas feitas, o melhor é sermos nós a fazer”, disse.

Quanto aos grupos de trabalho, um deles está a trabalhar na criação de um Centro de Arbitragem em língua portuguesa, sendo objetivo da CE-CPLP que em outubro já esteja concluído o texto proposta sobre este propósito.

Em causa está o facto dos contratos internacionais não estarem escritos, na sua maioria, em língua portuguesa e de muitas vezes haver necessidade de recorrer a advogados para resolver algum litígio.

“Nenhum dos nove países [de língua oficial portuguesa] ganha com isto, não ganham as empresas, não ganham os advogados, não ganha ninguém. Não queremos criar um centro que vá tirar negócio aos já existentes. Nós, Confederação Empresarial, queremos é um Centro de Arbitragem na língua portuguesa”, disse o responsável.

“Todos temos vantagens se os conflitos puderem ser dirimidos em português e não inglês ou francês. Não temos nada contra a língua [inglesa ou francesa] mas falamos em português. E esse dinheiro sai dos nossos países para alimentar consultores e tribunais de outros que não os nove”, acrescentou.

A rede de mobilidade, a dupla tributação, bem como a mobilidade profissional, entre outros aspetos, também são temas que estão a ser tratados pelos grupos de trabalho criados no âmbito da 1.ª Conferência Económica do Mercado CPLP.

Em informação sobre este evento distribuída no forúm/feira que decorrem em Matosinhos, distrito do Porto, de hoje até sexta-feira, lê-se que “as empresas dos países da CPLP, através da Confederação Empresarial, serão o catalisador do processo de edificação deste mercado e nestas conferências [Moçambique, Brasil e Portugal] irão partilhar as suas ideias, sugerir caminhos e prioridades, definindo uma estratégia que, passo a passo, permita o estabelecimento de Mercado CPLP”.

PYT // ANP – Lusa/Fim
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