Os Estados Unidos anunciaram o fim do ensino da letra cursiva nas escolas para que os alunos sejam alfabetizados nos computadores. Questionando se o lápis e o papel estão mesmo ultrapassados, estudiosos e críticos analisam se a cognição infantil não ficará comprometida com a novidade. Até a grafologia pode entrar para a história em um futuro não muito distante Esses dias, a notícia de que os Estados Unidos estariam tirando do currículo o ensino da letra cursiva, escrita a mão, para substituí-la pelo uso escorreito do teclado dos computadores, melhor dizendo, dos tablets, gerou bastante surpresa e incômodo.

Não sem razão. Nossa geração pode estar protagonizando a gênese de uma transformação que, pelo andar da carruagem, pode digitar um ponto final em mais um capítulo da história da humanidade escrita a pena e lápis, em pergaminho e papéis.
Que quase ninguém mais escreve a mão, isso é fato. Na era do “Ctrl c + Ctrl v”, as letras artisticamente desenhadas e imortalizadas em manuscritos do século XVI, por exemplo, hoje estão restritas a poucas letras cheias de rococós, estampadas em envelopes de convites de casamento. Cartas e missivas foram substituídas pelos práticos e-mails. Aquele bilhetinho previamente perfumado? Se transformou em torpedo mesmo.
Logo, o que há pouco tempo parecia inquestionável, hoje é realidade em curso. O argumento dos partidários da ideia de que o ensino da letra escrita está ultrapassado, e que o verbo “digitar” superou a conjugação do “escrever” é forte. Provavelmente um caminho sem volta. No mundo inteiro, principalmente em países desenvolvidos, o uso do livro didático já é combinado com tablets que comportam infinitamente mais informações que os cadernos e livros carregados em mochilas por estudantes do passado. Ler mais

 

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