26 February 2021
O diretor executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) afirmou, na terça-feira, que as comissões nacionais estão mais unidas, falam uma linguagem mais comum e referem-se de maneira muito mais informada à documentação, hoje mais consistente.

Comissões nacionais do IILP estão mais unidas

Gilvan Muller de Oliveira, que falava aos jornalistas no final da IX reunião do conselho científico do IILP, disse que isso só foi possível a partir dos planos de ação de Brasília e Lisboa, das conferências internacionais desenvolvidas sobre o tema, dos quatro colóquios que as comissões do IILP e a direção executiva organizaram em Luanda, Maputo, Praia e Guarabira, no Brasil.

“Tudo isso criou uma vivência e um conhecimento mútuo das comissões nacionais de língua portuguesa e também um crescimento da confiança na própria instituição como fórum capaz de encontrar soluções, resolver problemas, contribuir para o futuro da língua portuguesa e dar consistência a esse pilar da CPLP que é a língua portuguesa”, acrescentou.

Quanto à reunião do conselho científico do IILP, o diretor executivo informou que serviu para o avanço de alguns projetos, nomeadamente o lançamento da plataforma do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) de Língua Portuguesa, já com mais de 250 mil palavras, estando o seu lançamento oficial previsto para a cimeira de Díli, em julho.

“O comunicado final reforça o papel que os ministros da Educação atribuem ao conselho científico do IILP como instância de deliberação sobre o acordo ortográfico e, ao mesmo tempo, conclama todos os países a estabelecerem relações com a equipa central do VOC, no sentido de resolver problemas lexicais particulares”, prosseguiu.

Em relação ao parecer oficial apresentado por Angola sobre o Acordo Ortográfico de 1990, o conselho científico do IILP deliberou que as questões devem ser trabalhadas junto da equipa técnica do VOC, à semelhança do que aconteceu com as equipas de outros Estados-membros que lidaram com a questão da integração de palavras de origem bantu ou de outras línguas.

A reunião, à porta fechada, serviu ainda para eleger o moçambicano Raul Calane da Silva para a presidência do conselho consultivo, em substituição da cabo-verdiana Amália Lopes.

Foram ainda aprovados alguns instrumentos de gestão, como o relatório e plano de atividades, relatório e contas, orçamento para 2014.

O evento contou com a presença de representantes de todos os oito Estados-membros, exceto a Guiné-Bissau que, entretanto, é esperada numa próxima reunião a este nível.

RYPE // DM. – Lusa/Fim

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