O corpo do poeta será incinerado em Espanha e as cinzas enviadas para o Brasil no início do próximo ano, segundo um comunicado da Academia, citado pela agência Efe.

Nascido em Maceió, no nordeste do Brasil, em 1924, o poeta era membro da Academia desde 1986 e encontrava-se na capital andaluza de férias, na companhia da família, quando se sentiu indisposto, foi visto por um médico e faleceu, disse à Efe o seu filho, o pintor Gonçalo Ivo.

O escritor, que completaria 89 anos em fevereiro, estava há oito dias em Espanha.

“Ele sabia que o fim estava próximo e queria ver alguns amigos em Madrid, como Juan Carlos Mestre e Martin Lopez-Veja. Também queria pisar terras de Góngora e Quevedo, sempre teve uma grande ligação a Espanha”, rematou o filho.

Novelista, cronista e ensaísta, Lêdo Ivo começou a sua carreira literária com um livro de poesia intitulado “As Imaginações”, e as suas obras estão traduzidas em inglês, espanhol, francês e italiano, entre outras línguas.

O autor de “Ninho de Cobras” e “A Noite Misteriosa” era amante da literatura espanhola, em especial dos autores do “século de ouro” (século XVII) e da geração dos 27, mas tinha particular predileção pelo poeta andaluz António Machado, já que, na sua opinião, a sua obra permitia estar mais próximo dos homens.

NL //JMR.

Lusa/Fim.

Foto: Acadêmicos posam para fotografia no Petit Trianon, sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no dia da posse de Cleonice Seroa da Mota Berardinelli. Em pé, a partir da esquerda: Alberto Venâncio Filho; Cícero Sandroni; Ivan Junqueira; Nelson Pereira dos Santos; Arnaldo Niskier; Carlos Nejar; Murilo Melo Filho; Cândido Mendes; Alberto da Costa e Silva; José Murilo de Carvalho; Sérgio Paulo Rouanet e Luiz Paulo Horta. Sentados: Antônio Carlos Secchin; Ivo Pitanguy; Lêdo Ivo; Affonso Arinos de Melo Franco; Cleonice Berardinelli; Ana Maria Machado e Tarcísio Padilha.

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