2 March 2021
O Centro de Formação do Fórum Macau abriu hoje as portas com o objetivo de formar 500 funcionários dos países de língua portuguesa nos próximos três anos.

China/Lusofonia: Centro de Formação do Fórum Macau

Macau, China, 29 mar (Lusa) – Com 31 funcionários dos países de expressão portuguesa no primeiro curso de formação dedicado à área do turismo, o Centro de Formação – que nesta primeira ação vai decorrer na Universidade de Macau – foi inaugurado na presença do chefe do Executivo Fernando Chui Sai On, os Secretários para a Economia e Finanças, Francis Tam, e Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, e embaixadores dos países de língua portuguesa na China.
A criação do centro deriva da vontade da China em formar técnicos dos países de língua portuguesa, foi vincada pelo Primeiro-Ministro chinês Wen Jiabao durante a reunião ministerial do Fórum Macau em novembro de 2010 e integra o plano de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Só em 2011, o centro vai organizar seis ações de formação de curta duração para um total de 156 funcionários, mas desde a criação do Fórum Macau em 2003, Pequim já organizou mais de 210 cursos para um total de 2.400 quadros dos países de expressão portuguesa.
“A constituição do centro de formação traduz a importância e apoio do Governo da China no desenvolvimento dos recursos humanos para os países de língua portuguesa”, afirmou Chang Hexi, Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum Macau ao salientar que o centro vai contribuir “para elevar o nível de cooperação” na área dos recursos humanos entre a China e os países de língua portuguesa.
Chang Hexi prometeu ainda diálogo com os países de expressão portuguesa na definição das áreas prioritárias de formação, embora seja pretendido “definir objetivos (…) tendo por base o estabelecido no plano de ação traçado” pelos participantes no fórum.
Aquando da sua participação na reunião ministerial de novembro, em Macau, Wen Jiabao salientou que a cooperação entre a China e a lusofonia tem sido ampla nas áreas da intervenção e defendeu uma maior exploração de “novas áreas de cooperação” além dos setores tradicionais.
Para o chefe do Governo chinês Macau “desempenha plenamente o papel de plataforma entre a China e os países de língua portuguesa e de ponto de encontro entre as culturas ocidental e oriental” e Pequim está disponível para “elevar para um patamar ainda mais alto” as relações com os países de língua portuguesa.
Macau – um território onde o português se manteve como língua oficial após a transferência do exercício da soberania de Portugal para a China em dezembro de 1999 – foi designado por Pequim como a sede do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, que tem permitido o aumento significativo das trocas comerciais multilaterais e uma maior cooperação.
JCS.

 

FONTE: Lusa

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