25 February 2021
A edição especial que a revista britânica Granta dedicou aos novos escritores brasileiros em 2012 vai ser publicada na China na próxima Primavera, num ano de invulgar visibilidade para a literatura do Brasil naquele país asiático.

China vai publicar edição da Granta

“Estamos muito entusiasmados e esperamos que seja o início de muitas outras coisas”, disse hoje à agência Lusa em Pequim a conselheira cultural da Embaixada do Brasil na China, Simone Dias.

Aquele número especial da Granta, que reúne textos de 20 escritores brasileiros com menos de 40 anos, será publicado por uma editora de Xangai especializada na divulgação da literatura estrangeira contemporânea e cujo plano de edições para 2014 inclui mais seis títulos do Brasil, quatro dos quais assinados por Jorge Amado.

Os outros dois, ambos antologias de contos, são da autoria de Rubem Fonseca e de Clarice Lispector.

Dois romances de Adriana Lisboa e Cristóvão Tezza – “O Azul-corvo” e “O Filho Eterno”, respetivamente – deverão também editados na China em 2014, adiantou Simone Dias.

As edições coincidem com a aposta da diplomacia brasileira na promoção cultural do país.

“Brasil e China são hoje importantes parceiros no âmbito político, económico, comercial, científico e tecnológico. No plano cultural, contudo, muito precisa ainda de ser feito para que aprofundemos o nosso conhecimento reciproco”, declarou o embaixador brasileiro em Pequim, Valdemar Carneiro Leão, na abertura do 1.º Mês da Cultura do Brasil na China, em setembro passado.

A revista britânica Granta, fundada no século XIX por estudantes da Universidade de Cambridge e relançada em 1979, é considerada uma das mais influentes publicações literárias do mundo.

Milan Kundera, Gabriel Garcia Marquez, Salman Rushdie, Raymond Carver, Bruce Chatwin, Dóris Lessing, Saul Bellow e Paul Theroux são alguns dos autores que já apareceram nas páginas da Granta.

A revista tem também uma edição semestral portuguesa, lançada em maio passado sob a direção de Carlos Vaz Marques.

De acordo com o seu estatuto editorial, a Granta “não tem uma agenda política ou literária, mas acredita, de facto, no poder e na urgência da história, na ficção como na não-ficção e na suprema capacidade da história para descrever, iluminar e tornar real”.

AC // ARA – Lusa/Fim

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